Desde abril deste ano, as unidades de saúde do município de Divinópolis estão sem médicos urologistas, situação que fez a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) ultrapassar 1.600 pacientes. Segundo a Prefeitura, nenhum profissional se inscreveu nos processos seletivos realizados nos últimos meses. Para enfrentar o problema, foi lançado na segunda-feira (1º) o projeto “Agiliza: Mais Saúde, Menos Espera”.
A secretária de Saúde, Sheila Salvino, informou que o único urologista conveniado pediu demissão em abril, o que levou à interrupção das agendas para novos atendimentos. “Os pacientes que já estavam em tratamento continuam sendo atendidos, mas os novos pacientes não. Hoje temos uma fila de 1.640 pessoas aguardando”, explicou.
Como medida emergencial, o Município firmou contrato com o CIS-URG Oeste (Consórcio Intermunicipal de Saúde), que permitirá iniciar o atendimento dos pacientes a partir de dezembro. Sheila destacou que o processo seletivo para contratação de urologistas permanece aberto, com o objetivo de evitar que a fila volte a crescer.
O projeto “Agiliza: Mais Saúde, Menos Espera” foi desenvolvido em parceria com o CIS-URG Oeste. O diretor da Atenção Secundária da Saúde, Geraldo Almeida, esclareceu que a iniciativa busca organizar e acelerar o atendimento de quem aguarda por consultas e exames. Ele explicou que algumas pessoas estão na fila desde 2022, já que a prioridade é definida pela gravidade dos casos, e não pela ordem de chegada.
Segundo Geraldo, o novo contrato permitirá uma “higienização da fila”, com contato direto com todos os pacientes cadastrados. “Vai ligar para todos que estão na fila, ver se ainda há necessidade desse procedimento, desse exame, dessa consulta. Sendo confirmado por esse paciente que há necessidade, será ofertado a ele três opções de datas para que ele seja atendido”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que, desde terça-feira (2), servidores das Unidades de Saúde começarão a ligar para os pacientes que aguardam atendimento em urologia e outras especialidades. A expectativa é que o novo projeto reduza o represamento de consultas e minimize os impactos da falta de profissionais na rede pública.
Com informações do G1 Centro-Oeste








