Meio Ambiente

Arco da Restauração mobiliza R$ 2,4 bilhões para recuperação da Amazônia

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O Brasil avança na busca por soluções para conter a degradação ambiental e restaurar áreas críticas da Amazônia. O Arco da Restauração, programa conduzido pelo BNDES em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), já mobilizou R$ 2,43 bilhões para ações de recomposição florestal e fortalecimento da sociobioeconomia. A iniciativa ganhou destaque durante a COP30, onde foi apresentado um balanço detalhado dos investimentos e da expansão dos projetos.

Um estudo do Mapbiomas mostra que, em quatro décadas, a Amazônia perdeu cerca de 52 milhões de hectares de vegetação nativa área equivalente à da França. A pressão humana, o desmatamento, queimadas e a extração madeireira são as principais causas dessa degradação, acelerando a busca por estratégias de restauração.

Lançado na COP29, o Arco da Restauração tem como meta recuperar 6 milhões de hectares até 2030 e 24 milhões até 2050, abrangendo uma faixa que vai do Maranhão ao Acre, equivalente ao tamanho do estado de São Paulo. Para alcançar esses objetivos, o programa depende de grandes aportes públicos e privados, nacionais e internacionais. Do total já mobilizado, R$ 1,165 bilhão foi destinado pelo BNDES, por meio de recursos do Fundo Amazônia, Fundo Clima, Floresta Viva e operações de crédito. Parceiros públicos e privados adicionaram outros R$ 1,265 bilhão.

A ministra Marina Silva destacou que a restauração é essencial para o sequestro de carbono, a biodiversidade e o equilíbrio hídrico. O esforço também foi reforçado pela redução recente no desmatamento, que fortalece o tripé ambiental, social e financeiro que sustenta o programa.

A expansão do Arco da Restauração inclui 12 editais lançados entre novembro de 2024 e setembro de 2025 para selecionar projetos de restauração e implantação de sistemas agroflorestais. Ao todo, 45 projetos foram aprovados, beneficiando oito unidades de conservação, 80 assentamentos e 39 terras indígenas. Só o programa Restaura Amazônia reuniu R$ 500 milhões, incluindo uma doação de R$ 50 milhões da Petrobras.

O BNDES também apresentou os resultados do setor florestal nos últimos dois anos e meio, que mobilizou R$ 7 bilhões — R$ 5,7 bilhões em crédito e R$ 1,3 bilhão em recursos não reembolsáveis. Entre as novas operações anunciadas estão R$ 250 milhões para a Re.green restaurar áreas na Amazônia e Mata Atlântica; R$ 200 milhões do BTG Pactual para recuperação ecológica no Cerrado; R$ 152 milhões para a Tree+ atuar em regiões do Rio de Janeiro e sul fluminense; R$ 110 milhões para o grupo Ibema restaurar a Floresta Nacional de Irati; e R$ 200 milhões para o grupo Pátria Investimentos implantar sistemas agroflorestais na Bahia, Espírito Santo e Vale do Ribeira.

Com o reforço dos investimentos e a ampliação das parcerias, o Arco da Restauração se consolida como um dos principais programas de reflorestamento do país, apontando para uma transição ecológica mais robusta e duradoura.

Com informações do Metrópoles