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Polícia Civil realiza operação contra esquema de empréstimos ilegais em Guaxupé

Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nesta quarta-feira (10), em Guaxupé, no Sul do estado, a “Operação Última Gota”, voltada ao combate de um grupo criminoso de origem estrangeira suspeito de atuar na região por meio do esquema ilegal de empréstimos conhecido como gota a gota. A investigação apura crimes de extorsão, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Os policiais recolheram cadernos de cobrança, listas de devedores, aparelhos celulares, quantias em dinheiro, comprovantes financeiros e outros materiais considerados relevantes para o aprofundamento das investigações.

O delegado Tales Moreira, responsável pela operação, destacou o caráter complexo do trabalho. “Trata-se de uma investigação conduzida de forma técnica e sigilosa, com foco na proteção dos comerciantes e na interrupção de um ciclo de exploração financeira que causa profundo impacto social. A Polícia Civil seguirá atuando de forma firme contra esse tipo de prática”, afirmou.

As apurações revelaram que o grupo se estabelecia temporariamente no município e operava um esquema de empréstimos com juros abusivos, cobrados de maneira sistemática e intimidadora. Parte dos valores arrecadados era enviada ao exterior por meios clandestinos, evidenciando o caráter organizado e transnacional da atividade ilícita.

Cinco suspeitos foram levados à delegacia para prestar depoimento. Como não houve flagrante, eles foram ouvidos e liberados. Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha um padrão de atuação marcado pela divisão de tarefas, uso de motocicletas para deslocamento, comunicação por aplicativos e cobranças frequentes com forte pressão psicológica, o que gerava insegurança entre comerciantes locais.

O que é “gota a gota”

O termo gota a gota não corresponde a uma tipificação jurídica formal. É uma expressão usada para descrever crimes cometidos de forma gradual, repetida e contínua, que individualmente podem parecer de menor intensidade, mas que, ao longo do tempo, causam danos significativos.

São exemplos de práticas enquadradas nessa lógica: pequenos furtos recorrentes, assédio moral ou psicológico contínuo, além de fraudes e desvios de recursos públicos realizados em pequenas parcelas.

Com informações do Estado de Minas