Internacional

Lula critica unilateralismo dos EUA em meio à crise com Venezuela

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nessa quinta-feira (11) a postura de “unilateralismo” do governo dos Estados Unidos diante da crescente tensão com a Venezuela. Em discurso em Belo Horizonte, durante o lançamento da caravana federativa em Minas Gerais, Lula afirmou que a política norte-americana segue a “lei do mais forte”.

“O unilateralismo que o presidente (Donald) Trump deseja é que aquele mais forte determine o que os outros vão fazer. É sempre a lei do mais forte”, disse Lula.

O presidente brasileiro relatou que conversou por telefone com Trump no início do mês, tratando da retirada da sobretaxa imposta a produtos brasileiros e também da crise envolvendo a Venezuela. Lula afirmou ter manifestado contrariedade com o cenário e reforçou que a América Latina deve ser preservada como uma “zona de paz”.

Eu falei ao Trump que nós não queremos guerra na América Latina. Nós somos uma zona de paz”, declarou. Segundo Lula, Trump destacou o poder bélico dos Estados Unidos, mas o brasileiro ressaltou acreditar mais “no poder da palavra do que no da arma”.

Lula defendeu que as vias diplomáticas sejam acionadas para a resolução do conflito. “Vamos tentar utilizar a palavra como instrumento de convencimento, de persuasão, para a gente fazer as coisas certas. Vamos acreditar que a palavra, diplomaticamente, é a coisa mais forte para resolver os problemas”, afirmou.

Na quarta-feira (10), o governo da Venezuela classificou como “roubo descarado” e ato de pirataria a apreensão de um petroleiro do país por militares norte-americanos em águas internacionais. O navio transportava cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo.

Em nota, o governo de Nicolás Maduro acusou os Estados Unidos de manter uma política de agressão deliberada contra a Venezuela, com o objetivo de saquear suas riquezas energéticas.

As declarações de Lula reforçam a posição do Brasil em defesa da diplomacia e da paz na América Latina, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Caracas, marcado por medidas econômicas e ações militares que ampliam a instabilidade regional.

Com informações da Agência Brasil