A Corte de Apelação de Roma decidiu, nesta quinta-feira (18), adiar pela terceira vez o julgamento que analisará o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). A audiência que definirá se ela cumprirá pena no Brasil foi remarcada para o dia 20 de janeiro de 2026. Zambelli está presa na Itália após fugir do país, depois de ser condenada como autora intelectual da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O novo adiamento ocorreu após a chegada, na quarta-feira (17), de documentos enviados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) às autoridades italianas. Os papéis tratam do local onde Carla Zambelli deverá cumprir pena no Brasil, caso a extradição seja autorizada. Diante do envio desse material, a defesa da ex-parlamentar solicitou mais tempo para analisar os documentos, pedido que foi aceito pela Corte italiana.
O julgamento da extradição estava inicialmente marcado para o dia 27 de novembro, mas foi suspenso devido a uma greve de servidores públicos e advogados na Itália. A audiência foi então remarcada para 4 de dezembro, data em que voltou a ser adiada, desta vez para que a Justiça italiana pudesse analisar novos documentos apresentados pela defesa de Zambelli. Com isso, o julgamento foi transferido para esta quinta-feira, quando ocorreu o terceiro adiamento. Apesar das sucessivas postergações, o Ministério Público italiano já se manifestou favoravelmente à extradição da ex-deputada ao Brasil.
No cenário político brasileiro, Carla Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal no domingo (14), após o STF anular a votação da Câmara dos Deputados que havia mantido seu mandato. Com a renúncia, o suplente Adilson Barroso (PL-SP) assumiu a vaga, conforme previsto no regimento interno da Casa e na legislação eleitoral.
No Brasil, Carla Zambelli acumula duas condenações judiciais. Ela foi sentenciada a 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão ao sistema do CNJ e a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em um episódio ocorrido às vésperas das eleições de 2022, quando perseguiu um homem na rua portando uma arma. Detida na Itália em julho deste ano, após uma operação conjunta entre autoridades brasileiras e italianas, Zambelli permanece presa enquanto aguarda a decisão da Justiça italiana sobre sua extradição.
Com informações do Metrópoles








