O prefeito de Turilândia (MA), Paulo Curió (União Brasil), a primeira-dama, vereadores e outros agentes políticos são investigados por integrar um esquema de desvio de recursos públicos que ultrapassa R$ 56 milhões, segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA).
Paulo Curió entregou-se à polícia em São Luís na quarta-feira (24), após dois dias foragido. Também se apresentaram a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Lima, o marido dela, Marlon Serrão, e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros, cumprindo todos os mandados de prisão em aberto.
A investigação faz parte da Operação Tântalo II, deflagrada na segunda-feira (22), que apura contratos fraudulentos com empresas de fachada usadas para desviar recursos do município. De acordo com o Gaeco, todos os vereadores da Câmara de Turilândia participavam do esquema, embora apenas parte deles tenha recebido mandados de prisão, com medidas como prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica. O prefeito e a vice-prefeita devem cumprir prisão preventiva no Complexo de Pedrinhas, em São Luís.
Ao todo, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão em diversos municípios maranhenses. O MPMA aponta indícios de crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, cometidos entre 2021 e 2025.
As apurações indicam que o esquema era liderado pelo prefeito, com apoio de aliados políticos e empresários, incluindo a ex-vice-prefeita Janaína Lima e seu marido, ligados a contratos milionários e uso de notas fiscais falsas. A Operação Tântalo II é um desdobramento de ações anteriores e busca responsabilizar os envolvidos pelo prejuízo milionário aos cofres públicos de Turilândia.
Com informações do Metrópoles







