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Alago concentra esforços na aprovação do PL do Mar de Minas e na defesa da Cota 762

Foto: Divulgação/Jornal Sudoeste

A Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) definiu como prioridades neste início de ano a aprovação do Projeto de Lei 2130/2024, que cria a Região Turística Mar de Minas, e a manutenção da chamada Cota 762 para o nível do Lago de Furnas. Os temas foram destacados pelo presidente da entidade e prefeito de Capitólio, Cristiano Silva, como estratégicos para o desenvolvimento econômico e ambiental da região.

Com o fim do recesso parlamentar da Câmara dos Deputados, previsto para 1º de fevereiro, a Alago pretende intensificar a mobilização junto aos parlamentares para garantir a votação do PL 2130/2024. A proposta institui a Região Turística Mar de Minas como Área Especial de Interesse Turístico, iniciativa considerada fundamental para fortalecer o turismo e a economia local.

Durante o período de recesso, a associação contará com o apoio dos prefeitos filiados para sensibilizar os deputados federais. Além disso, está prevista a busca por uma agenda com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com o objetivo de apresentar as justificativas técnicas que embasam a aprovação do projeto. Essa articulação também envolve a revisão da outorga relacionada à Cota 762.

A manutenção da Cota 762 é apontada pela Alago como uma das principais preocupações. Segundo Cristiano Silva, embora a liberação de água seja necessária para a geração de energia, a redução do nível do lago abaixo de 762 metros acima do nível do mar provoca impactos diretos nos municípios do entorno. Entre os setores mais afetados estão a piscicultura, a agropecuária e o turismo. Atualmente, mesmo com o início do período chuvoso, o nível do Lago de Furnas está em torno de 757 metros, considerado bem abaixo do ideal.

A defesa da Alago é para que o governo federal altere de forma definitiva a outorga do lago, elevando o nível mínimo de operação de 750 para 762 metros. A associação avalia que a medida é necessária para garantir o uso múltiplo das águas e assegurar a sustentabilidade econômica e ambiental da região do Lago de Furnas.

Com informações do jornal Sudoeste