Política

Temer minimiza sátira a ele em desfile que homenageou Lula no Carnaval do RJ

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que a “sátira política” é parte da tradição do Carnaval”, após ser satirizado pela comissão de frente da Acadêmicos de Niterói, no desfile na noite de domingo (15). A escola de samba do Rio de Janeiro teve como enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que conta a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Em nota, Temer destacou, no entanto, que há problemas quando o desfile adota o “ilusionismo na Esplanada”, negando “conquistas como a reforma trabalhista”, realizada durante o seu governo. Em 2018, ele havia sido retratado como um vampiro pela Tuiuti, também em desfile na Marques da Sapucaí. 

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, os juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, disse.

O ex-presidente foi retratado na comissão de frente da Acadêmicos de Niterói por um ator que aparecia retirando a faixa presidencial de Dilma Rousseff (PT). Em seguida, a entregava para um palhaço, que simbolizava Jair Bolsonaro (PL).

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”, afirmou Temer.

Já a família Bolsonaro criticou a alegoria que o retratava como palhaço. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o partido Novo anunciaram que irão acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou Lula. A oposição sustenta que a apresentação configuraria propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico.

Confira a íntegra da nota de Temer:

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado. Olha o Brasil aí gente”

Com informações do jornal o Tempo