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Fim da isenção de igrejas

A isenção de impostos para igrejas tem provocado as mais absurdas situações, senão vejamos: A isenção provoca a tributação de mais impostos para suprir a falta de pagamento das organizações religiosas, que do ponto de vista jurídico são iguais às outras, ocupam espaço, estacionamentos públicos em grande escala, iluminação pública, serviços de repartições públicas, etc,  como qualquer outro CNPJ.

Portanto ao concordar em isentar igrejas, todos estão pagando dízimo da forma mais direta do que se pensa para todas as igrejas. Ou seja, a isenção beneficia qualquer igreja, portanto um número muito maior do que seria a intenção de cada contribuinte individual fazer a contribuição para a sua própria igreja. Até os que não têm nada com isto, contribuem integralmente para o mesmo fim e para todas.

É notório que o processo tem sido utilizado para uso ilícito de muitas pessoas que aproveitam a fachada da isenção religiosa. Para abrir uma igreja ou registrar uma religião, basta gastar inicialmente uns 400,00 Reais e depois sobre todo o dinheiro movimentado não se paga mais nada.

Para se ter uma ideia do rombo, de forma estimativa, temos mais de 200.000 igrejas registradas no Brasil.   Neste contexto, as igrejas unificadas e maiores representam apenas uma igreja, ou seja, a católica é uma, a presbiteriana é uma, existindo um número enorme de igrejas, muitas que nunca se ouviu falar, todas entretanto, gozando do mesmo sistema de isenção, todas tendo um CPNJ isento de impostos, todas podendo comprar bens e vender sem declarar um tostão sobre sua origem.  Igrejas abertas são vendidas de um local para o outro, uma verdadeira máfia, maior do que se supõe.

No Brasil ainda de forma estimativa, de 2010 a 2014 foram abertas 14.000 igrejas por ano, repetindo, todas isentas e livres para fazer qualquer lavagem fiscal.

E os políticos na caça de votos, apoiando todas elas. Ninguém tem coragem de assumir uma bandeira de moralização. Muito pelo contrário, a bancada dos safados está querendo aumentar mais ainda os benefícios fiscais deste tipo de instituição, que sob a égide de religiosidade, fica numa posição inatacável pelos mais desavisados.

Para mudar esta situação, estão sendo criados movimentos no sentido contrário, ou seja, acabar com isenção de impostos de igrejas e religiões. É a única forma de tentar acabar com este tipo de pilantragem num país de um povo alienado e dirigido por corruptos.

Ao abrir a página, veja a proposta que está aguardando o número de votos para ir à discussão no Senado e clique em “Acompanhe esta ideia”, fazendo o seu cadastro neste serviço de cidadania. Depois tem que clicar no link que será enviado ao seu e-mail para validar sua aprovação. Isto para evitar vários votos através de um mesmo e-mail.

Com a proposta, a ideia é que cada igreja sobreviva com a doação de seus membros, porém pagando seus impostos normalmente.  Quem não faz transações financeiras vultosas não tem por que temer pagar os impostos.  Quem temerá pagar os impostos são os que usam a fachada para sonegação e possuem muito dinheiro envolvido.  Fins religiosos verdadeiros utilizam pouco dinheiro.  As entidades beneficentes verdadeiras continuarão gozando da isenção porém fiscalizadas pelo Ministério Público.

Igrejas e religiões têm que ser alimentadas por uma opção individual ou de um grupo de pessoas que tenham as mesmas ideias. Não pode ser uma obrigação ou ter estímulos dentro de um estado ou uma nação que forem considerados laicos.

 

 

Roberto Barbieri