Em Huelma, no sul da Espanha, um padre da paróquia de Nossa Senhora da Conceição impediu a celebração de um batizado ao descobrir que o padrinho da criança é gay. Revoltada, a família levará o caso à justiça.
O padrinho é casado no civil com outro homem, fato permitido pela legislação espanhola, e trabalha em uma seção de ajuda humanitária da igreja, além de se dizer católico praticante. Segundo os pais da criança, os dois padrinhos apresentaram documentos confirmando que possuem os requisitos necessários para a celebração.
Mesmo assim, o padre Manuel García alegou que a homossexualidade do padrinho é um impasse para o batismo, alegando uma ´vida congruente´. O sacerdote afirmou que celebraria o batizado caso a família escolhesse outro padrinho.
Os país da menina enviaram uma carta ao arcebispo da província de Jaén e denunciaram o caso publicamente, alegando discriminação. O arcebispado enviou um comunicado apoiando a decisão do padre, o que só aumentou a polêmica do caso.
A nota divulgada descreve os requisitos para padrinhos, citando o Código de Direito Canônico: ?Deve ser católico, estar confirmado, ter recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e levar uma vida congruente com a fé e a missão que vai assumir.
A nota ainda afirma que o caso não se trata de discriminação, mas do cumprimento das leis estabelecidas pela igreja católica: Esclarecemos este tema para evitar os juízos sobre uma suposta discriminação na atuação do sacerdote, que apenas reitera a necessidade de cumprir a normativa eclesiástica universal?.
Formiga
Padre se nega a realizar batismo ao saber que padrinho é homossexual
- por Últimas Notícias
- 23/12/2011 - 17:23








