A recuperação apresentada pelo Cruzeiro no início do Brasileiro, quando nas cinco primeiras rodadas havia vencido apenas um jogo, empatado outro e perdido três em casa, está servindo de inspiração aos jogadores celestes para buscar uma nova reação. O time cruzeirense não vence há cinco jogos, quando foi derrotado três vezes e empatou duas e corre o risco de deixar o G-4 em caso de novo tropeço, neste sábado, diante do Atlético-PR, no Mineirão.
O grupo sempre esteve unido. União sempre teve; é só lembrar que no começo do campeonato o grupo foi bastante criticado, comentou o volante Ramires. A gente se uniu e estamos aí assumindo responsabilidade. Precisamos focar nesses seis jogos, procurar pontuar o máximo para buscar a Libertadores, acrescentou.
Depois de estrear com um empate em 2 a 2 com o Fluminense, no Maracanã, quando chegou a estar vencendo por 2 a 0, o Cruzeiro perdeu para Corinthians e Paraná, ambas no Mineirão, por 3 a 0 e 4 a 3. A primeira vitória aconteceu apenas na quarta rodada, quando bateu o Palmeiras, por 3 a 1, em São Paulo. No jogo seguinte, nova derrota, em casa, dessa vez para o Juventude, por 3 a 2.
A reação começou na vitória por 2 a 0 sobre o time misto do Grêmio, no Olímpico, que se confirmou no clássico com o Atlético-MG, ganho por 4 a 2 pela equipe celeste e nos 3 a 1 sobre o Vasco, também no Mineirão. O crescimento cruzeirense foi grande e o time chegou à vice-liderança, colocando-se como o mais próximo competidor com o São Paulo pelo título.
Mas a equipe não conseguiu manter sua força e acumula cinco jogos sem vitória. Foi derrotada por Figueirense e Santos, por 2 a 1 e 1 a 0, respectivamente, no Mineirão, empatou com Goiás e Náutico, em 0 a 0 e 2 a 2. Na última rodada, foi batido pelo líder São Paulo, por 1 a 0, no Morumbi.
Para Ramires, o Cruzeiro não tem outra opção a não ser vencer o Atlético-PR. É um jogo muito importante no sábado para a gente. Não podemos mais perder pontos em casa, se quisermos chegar à Libertadores. É um jogo-chave para a Libertadores, afirmou o volante cruzeirense.
Visando esta reação, o técnico Dorival Júnior escalou a equipe nos coletivos da semana com uma nova formação. O treinador barrou o meia Wagner e o experiente Roni, que foram substituídos pelos jovens Kerlon e Guilherme, respectivamente.
Outra mudança foi na lateral direita. Insatisfeito com as atuações de Ângelo e Mariano, Dorival Júnior decidiu improvisar o meia Maicosuel na posição, uma vez que Jonathan segue em processo de recuperação de edema na coxa direita.
Motivado com a oportunidade de ser titular, o que aconteceu somente uma vez como profissional – na derrota para o Fluminense, por 1 a 0, no ano passado -, Kerlon mantém os pés no chão. Estou muito feliz, mas não tem nada decidido. O Dorival sabe o que faz, tem um elenco muito bom nas mãos, observou.
O jovem meia disse ter ficado surpreso com a decisão do treinador de escalá-lo entre os titulares, uma vez que não chegou a entrar na derrota para o São Paulo, domingo passado, no Morumbi.
Sempre trabalhei para um momento desse, jamais abaixei a cabeça. Mas me surpreendeu porque não entrei no jogo com o São Paulo. Achei que ia ficar de fora mais uma vez. Mas estou preparado, trabalhando, espero que sábado dê tudo certo, afirmou Kerlon.
Segundo ele, a possibilidade de aplicar o drible da foca aumenta se for mesmo confirmado como titular. Com 15 minutos, é mais difícil fazer. Mas acho que com 90 minutos dá para fazer algumas vezes, pelo menos uma no jogo, disse o meia.
Para o embate diante do Atlético-PR, neste sábado, às 18h10, no Mineirão, o Cruzeiro deve entrar em campo com a seguinte formação: Fábio; Maicosuel, Leo Fortunato, Thiago Heleno, Fernandinho; Charles, Ramires, Leandro Domingues, Kerlon; Alecsandro e Guilherme.








