A parceira entre uma mineradora e a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Itaúna tem dado oportunidade a presidiários para se profissionalizarem. O trabalho vem se tornando uma forte ferramenta no combate à reincidência criminal.
Com o incentivo da empresa, Eduardo Padilha, passou de encarregado a motorista. Um sonho para quem na adolescência só pensava nas drogas. Depois de cumprir dez anos da pena por latrocínio, abandonou o vício. No regime semiaberto ele reencontrou um sentido para viver.
O Brasil, segundo a justiça federal, tem uma população carcerária de 471 mil pessoas. A cada mês, cinco mil presos ganham a liberdade, 80% voltam para atrás das grades, ou seja, são reincidentes. E a barreira do preconceito é um dos desafios que os recuperandos enfrentam ao reingressar ao mercado de trabalho.
Na mineradora, além de Educardo, outras 16 pessoas têm a oportunidade de recomeçar a vida. A empresa, além de cumprir a função social, descobriu uma nova mão de obra: a carcerária.








