No fim de dezembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram uma linha de financiamento no valor de R$ 3 bilhões para motocicletas. Do total investido, R$ 200 milhões sairão do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados pelas instituições financeiras.
O foco da medida é a oferta de motocicletas com até 150 cilindradas, responsáveis por 90% da comercialização do setor. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, no mesmo dia, a isenção de Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para motos que começou a valer no dia 1º de janeiro e vai até 31 de março. Em contrapartida, a Abraciclo assinou um acordo que prevê que não haverá demissões no setor nesse período. A renúncia fiscal estimada pelo governo federal com a isenção nas motos é de R$ 54 milhões.
A linha de financiamento já está sendo realizada em parceria com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas). Os interessados deverão procurar diretamente as revendedoras, que farão o empréstimo por meio dos bancos parceiros, como o Votorantim, no caso do Banco do Brasil, e o Panamericano, no caso da Caixa.








