Formiga

Sargento formiguense estava na missão no Haiti, mas passa bem

O formiguense Cláudio José Coutinho está no Exercito Brasileiro desde 2003, quando se formou na Escola de Sargentos das Armas (EsSA) de Três Corações. Ele foi designado em julho do ano passado para uma missão no Haiti e voltaria no próximo dia 28 para o Brasil. Entretanto, devido à tragédia em Porto Príncipe, o sargento não sabe quando volta.
A irmã de Cláudio, Liliane Coutinho, em entrevista veiculada pela TV Oeste na última sexta-feira (14), agradeceu a colaboração de todos os parentes e amigos e falou que a família do formiguense viveu horas de angústia, desespero e de oração quando souberam da tragédia no Haiti, pois tentaram falar no batalhão onde estaria o Sargento Coutinho e não conseguiam. Ele só entrou em contato com a família por volta de 14h de quarta-feira (13), sendo que o terremoto ocorreu na terça-feira (12).
Segundo a irmã do sargento formiguense, Cláudio Coutinho falou da importância e de como se sentia feliz em ter participado da missão brasileira no Haiti. A cada seis meses, ocorre a troca da tropa que está em missão, mas o formiguense disse que gostaria de continuar em Porto Príncipe para ajudar as vítimas do terremoto. Já a família não vê a hora de ele chegar ao Brasil.

Militares brasileiros mortos
O Comando do Exército informou nesta segunda-feira (18) que foi identificado o corpo do tenente-coronel Marcus Vinicius Macêdo Cysneiros, que se encontrava desaparecido na cidade de Porto Príncipe, desde o terremoto. Outros dois militares brasileiros ainda são considerados como desaparecidos.
Com isso, sobe para 18 o número de brasileiros mortos na tragédia. Além dos 16 militares, entre as vítimas brasileiras estavam também o diplomata Luiz Carlos da Costa, que ocupava o segundo cargo mais importante da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, e a médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
O Comando do Exército também informou neste domingo que os 16 militares feridos provenientes do Haiti permanecem internados no Hospital Geral de São Paulo, sendo que o quadro clínico de todos é bom e estável, alguns inclusive com condições de alta hospitalar.
De acordo com o Exército, todos os militares permanecerão internados até o término do período de quarentena, para a realização de exames complementares previstos para os militares que participam da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH).
A maioria dos militares internados apresenta pequenas lesões, sem gravidade (fraturas, entorses e escoriações) e todos estão recebendo cuidados de equipe multidisciplinar, visando um período de recuperação mais curto, concluiu o Exército, por meio de nota à imprensa.