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Tudo indica que a atual administração municipal, capitaneada por Eugênio Vilela, começou de uns dias para cá, a dar sinais de que finalmente, passada a fase de acertos administrativos e do ajeitamento das contas públicas, deverá iniciar o cumprimento de uma série de promessas feitas à época de campanha.
É claro que a herança recebida, exigia do ponto de vista de aplicação de recursos, um cuidado especial já que, os débitos vencidos e a falta de crédito eram condicionantes a serem transpostas para daí então, fazer fluir as ações programadas.
Da escolha dos auxiliares ao conhecimento por eles, do que de fato teriam que gerir, todos entendemos que isto demandaria certo tempo.
Porém agora, decorridos quatro meses e alguns dias de governo, finalmente a população começa a perceber o início de algumas obras, digamos palpáveis. A lengalenga do asfaltamento de algumas vias se tornou realidade, o início das obras de revitalização da Praia Popular finalmente se deu; há indícios de limpeza ali e acolá; algumas outras ações ainda que pontuais, também ocorrem e tudo isto sinaliza que a máquina pública começa a andar, inclusive no que toca à aprovação de projetos tidos como essenciais e que, por razões mais que conhecidas, estavam capengando lá pelas bandas do Legislativo.
Falta agora, ao que nos parece, tomar providências em outras áreas como melhorar o fornecimento de medicamentos na Farmácia Municipal e outras na área da saúde que, convenhamos, ainda deixa muito a desejar. Como exemplo, lembramos que é difícil para a população entender que muitos enfermos fiquem a depender de um transporte para serem atendidos em outros municípios, quando a origem de seus sofrimentos se repete semanalmente, ao serem informados de que, o veículo que os transportaria, está quebrado!
E o pior de tudo é que estes mesmos cidadãos, a poucos metros da Rodoviária ou do ponto em que se reúnem para serem apanhados pelo tal transporte, se deparam com pátios ou garagens de outras secretarias, onde dois, três ou mais veículos de pequeno porte, ali estão estacionados, muitas vezes o dia todo, disponibilizados para o atendimento das tais secretarias. A pergunta que fica no ar é: não seria possível desviar um “carrinho” destes, para substituir temporariamente, aquele danificado? Priorizar o não sofrimento dos que dependem do tal transporte, nos parece, deveria ser uma atitude que, além de louvável, seria a mais correta ou racional. Isto porque, quando se leva meses para conseguir uma consulta e numa infelicidade a falta de transporte nos faz perder a chance de obtê-la, isto pode até mesmo significar algo, assemelhado a uma sentença de morte. A afirmação pode até parecer forte, mas não faz muito tempo, infelizmente, aqui mesmo, se tornou real.
Mas não é só a saúde que certamente precisa ser olhada de perto. Eugênio, ao que sabemos, mapeou e bem, todos os problemas que herdou, assim como outros que ainda teria que enfrentar. Sem recursos financeiros pouco se pode fazer e como bom político que é, ele sabe que a chance de buscar as verbas prometidas no passado, oriundas das tais emendas parlamentares é agora, pois o presidente precisa aprovar as tais reformas lá no Senado e na Câmara e, feliz ou infelizmente, ele só conseguirá tal intento, se fizer com que nossos parlamentares sejam atendidos em suas pretensões.
Vem aí, quem sabe, na esfera federal, a derradeira temporada das “vacas gordas”. Ainda que os recursos que delas advenham sejam todos carimbados, de qualquer forma eles aportarão nos municípios e ainda que nos custem, em alguns casos, a tal contrapartida, pelo andar da carruagem e pensando que desta feita será pra valer o tal contingenciamento recém-aprovado, é provável que estejamos a espremer as últimas gotas de “leite” ainda existente nas tetas da vaquinha federal. É agora ou nunca, chefe!
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