O Corpo de Bombeiros do Rio informou que subiu para 113 o número de mortes em consequência do temporal que atingiu o estado do Rio de Janeiro nos últimos dias. No balanço desta quarta-feira (7), concluído às 14h, foram registradas 54 vítimas em Niterói, 43 no Rio, 12 em São Gonçalo, 1 em Magé, 1 em Nilópolis, 1 em Petrópolis e 1 em Paulo de Frontin.
A capital fluminense permanece em estado de atenção, e o prefeito Eduardo Paes /PMDB fez um apelo para que os moradores se desloquem pela cidade apenas em caso de necessidade. Ele também decretou feriado escolar no Rio.
Em Niterói, de acordo com o prefeito Jorge Roberto da Silveira, 300 homens do Corpo de Bombeiros, além de funcionários da Defesa Civil, trabalham no resgate aos corpos. São mais de 30 pontos de deslizamento na cidade. Essa é a pior tragédia que atinge Niterói desde o incêndio do circo (em 1961, que matou centenas de pessoas). Estamos fazendo um esforço brutal para recuperar a cidade, disse Silveira.
Verba antienchentes
O estado do Rio de Janeiro recebeu apenas 1% das verbas do Ministério da Integração Nacional destinadas ao Programa de Prevenção e Preparação para Desastres, em 2009, um ano antes de ser castigado pela chuva de segunda e terça-feira, a maior em 44 anos.
O valor transferido da União, R$ 1,6 milhão, não é suficiente para intervenções públicas relevantes. Um plano de remoção preventivo de cem barracos em área de risco em um morro custaria hoje pelo menos R$ 4 milhões, segundo autoridades da Defesa Civil do Rio.
O orçamento da União tinha no ano passado dotação de R$ 646,6 milhões para ser repassada a municípios com programas de combates a enchentes. Desse total, somente 22%, ou R$ 143,7 milhões, foram transferidos pelo governo federal aos estados. Apenas cinco prefeituras do estado do Rio de Janeiro (Campos dos Goytacazes, Niterói, Angra dos Reis, Rio e Resende) foram contempladas.








