Formiga

Consumo diário de vitamina D terá que ser dobrado

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda o dobro do consumo diário de Vitamina D – composto que previne o raquitismo e doenças nos ossos. Para crianças até os 18 meses, a dose diária passa de 200 unidades internacionais (UI) para 400 UI. Após essa idade, a medida por dia passa para 600 UI.
A principal fonte para obter a vitamina D no organismo é a exposição ao sol da manhã (até as 10h). Crianças pequenas, que normalmente têm pouca atividade ao sol, devem ser expostas, despidas, regularmente ao sol durante 30 minutos por semana, ou duas horas por semana com exposição parcial (abrangendo cabeça e membros), recomenda a presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria Virginia Weffort.
Para reforçar a presença do composto no organismo, ela ainda indica ingestão de ovos, leite e peixes, por exemplo. Se a criança não se expõe ao sol regularmente, é recomendado o medicamento oral com 400 UI, inclusive para bebês em aleitamento materno até 18 meses. No primeiro ano de vida, a dose diária não deve ultrapassar mil UI.
Exemplo
A dona de casa Nilcymara Nunes, 34, segue a recomendação médica e passeia com o filho Heitor, de um ano, praticamente todas as manhãs, por volta das 9h. Ele é muito branquinho e teve época em que não saía com ele. A pediatra recomendou que ele tomasse sol por pelo menos cinco minutos por dia. Ele pode passar protetor solar, então, saio mais tranquila, diz, reforçando a necessidade de proteção da pele.
Se não tem como passear por estar ventando muito, Nilcymara tem uma alternativa para o banho de sol do filho. Coloco ele na minha cama para tomar sol, especialmente nas pernas e nos bracinhos, revela. Nesse caso, a recomendação dos pediatras é que a janela esteja aberta, pois o vidro impede a passagem dos raios ultravioletas.
Nos primeiros meses de vida de Heitor, Nilcymara tinha receio de expôr o bebê ao sol. Quando ele estava com uns 4 meses, a pediatra passou complemento de vitamina D, senão ele poderia ter o desenvolvimento prejudicado, revela a mãe.
Assim, com duas gotas diárias, Nilcymara diz que ficava tranquila, mas garante que o passear com Heitor é melhor e mais prazeroso. Ele gosta desses passeios, fica muito tranquilo, às vezes até dorme, completa.
Suplemento é indicado em casos de poluição ou de chuva
Paulo Pimenta Figueiredo Filho, membro da Sociedade Mineira de Pediatria, explica que, no Brasil, os casos de deficiência da vitamina D são isolados, mas servem como alerta.
No Sul do Brasil, em lugares poluídos ou onde chove muito, como São Paulo, deve-se suprir (com medicamento) o individuo de vitamina D, diz, alertando que o composto é importante para todas as idades, pois previne o raquitismo e osteoporose.
Para saber se o organismo está deficiente, o médico orienta fazer o exame de sangue. Na criança, o sinal pode ser a deformidade nos ossos. Para tratar, é necessário reforçar o consumo da vitamina. Ela tem ação em várias partes do organismo. Sua falta ou ação limitada pode predispor a doenças como diabetes tipo 2 e cânceres, revela.