O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse, nessa terça-feira (3), que não houve conversa entre parlamentares com o primeiro escalão do governo federal para aumentar o valor do programa Bolsa Família. Ele também afastou qualquer possibilidade de calote do governo nos precatórios.
Arhur Lira repetiu o que o presidente Jair Bolsonaro já havia dito, que a ideia é manter o benefício do Bolsa Família em R$ 300. “O bolsa família virá dentro do orçamento, dentro do teto de gastos, com valor médio em torno de 300 reais. Temos que ter calma nestes momentos em que a polarização aflora. Não houve isso de 400 reais”.
Sobre a proposta de emenda sobre os precatórios, que na prática vai abrir espaço para um possível aumento do Bolsa Família, Lira diz que não se trata de calote, que a ideia do governo federal é parcelar para o ano que vem. Em 2022, essas dívidas judiciais da União devem chegar a R$ 89 bilhões.
“Não há possibilidade de calote. E também é impossível pagar 90 bilhões sem que haja atingimento do teto. Nós não queremos romper o teto, e o Brasil não pode dar calote. É o mesmo critério que foi aprovado, e está na Constituição, para estados e municípios. Temos que levar em conta a média de precatórios que vem sendo pagas nos últimos cinco anos. A gente saiu de R$ 13 milhões há cinco anos para R$ 90 bilhões no ano que vem. Então isso é indigesto, faz um estrago nas contas públicas do governo”, explicou Arhur Lira.
Fonte: Itatiaia








