O Chrome terá um bloqueador de anúncios nativo para barrar as propagandas que se sobrepõem ao conteúdo, tocam som ou ocupam espaço excessivo na tela. O recurso será ativado para todos os usuários do navegador a partir desta quinta-feira (15).
Diferente de outros adblockers, como Adblock Plus ou uBlock Origin, o recurso nativo do Chrome não tentará bloquear todos os banners, somente os de sites que mostram anúncios intrusivos. As propagandas que serão bloqueadas foram definidas pela Coalition for Better Ads, com base em pesquisas com mais de 25 mil usuários.
No desktop, existem quatro tipos de anúncios intrusivos: pop-ups que ficam sobre o conteúdo; vídeos que tocam automaticamente com som; anúncios de tela cheia com contagem regressiva para fechá-los; e banners grandes fixados na página.
Nos smartphones, a lista é composta por oito casos. Além dos quatro para desktops, ficam proibidos os anúncios que ocupam mais de 30% do espaço do conteúdo principal; banners animados que piscam ou trocam de cor rapidamente; anúncios de tela cheia com contagem regressiva que aparecem depois que você toca em um link; e propagandas de tela cheia durante a rolagem de página.
Quando um site exibir anúncios invasivos, o desenvolvedor será notificado e terá 30 dias para removê-los. Caso isso não ocorra, todos os anúncios daquele site serão bloqueados pelo Chrome. O Google explica que isso vale inclusive para os banners do AdSense e DoubleClick: “Para nós, sua experiência na web tem uma prioridade maior do que o dinheiro que esses anúncios irritantes podem gerar”, diz a empresa.
Quando o site que você acessar tiver as propagandas bloqueadas pelo Chrome, o navegador exibirá uma pequena mensagem na parte inferior da tela para avisar que aquela página “tende a mostrar anúncios intrusivos”. Se preferir, você pode permitir que o Chrome mostre banners mesmo quando a propaganda for invasiva.
Do lado dos sites, os primeiros que terão os anúncios bloqueados serão os da América do Norte e da Europa. No entanto, o recurso será ativado imediatamente para usuários do Chrome em todo o mundo.
Fonte: Tecnoblog ||







