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Polícia Federal faz operação para prender Cachoeira e outras 22 pessoas

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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram na manhã desta quinta-feira (30)  a Operação Saqueador para prender o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outras 22 pessoas denunciadas por lavagem de dinheiro envolvendo verbas públicas rastreadas em  R$ 370 milhões. Além de Cachoeira, o MPF ofereceu também denúncia contra os empresários Adir Assad e Fernando Cavendish, que é ex-presidente da empreiteira Delta Construções S/A.

Segundo o Ministério Público Federal, dentre os denunciados estão executivos, diretores, tesoureira e conselheiros da empreiteira, além de proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud. Estão sendo cumpridos mandados no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Goiás, expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Segundo a Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira foi  preso  no condomínio de luxo onde mora, em Goiânia, Goiás. Fernando Cavendish não foi encontrado em casa, no Rio de Janeiro. A  informação da PF é que ele se encontra no exterior.

Lavagem de dinheiro

O MPF descobriu que, entre 2007 e 2012, quase 100% do faturamento da Delta veio de contratos públicos, chegando ao montante de quase R$ 11 bilhões. Conforme os investigadores, desse total, mais de R$ 370 milhões foram lavados por meio de pagamento ilícito a 18 empresas de fachada, criadas pelos chamados “operadores” do esquema.

Segundo o Ministério Público Federal, eles lavavam o dinheiro público em contratos fictícios e sacavam o dinheiro em espécie para o pagamento de propina a agentes públicos. Assim, de acordo com os investigadores, eles impediam o rastreamento das verbas.

De acordo com o MPF,  todos os pagamentos a fornecedores eram de responsabilidade do setor administrativo e financeiro da matriz da Delta, sediada no Rio de Janeiro. No entanto, os escritórios e centros de custo dos membros do conselho e dos diretores regionais realizaram despesas com diversas empresas de fachada.

Conforme a investigação foram utilizados 116 centros de custo vinculados a escritórios regionais e obras da empreiteira em todo território nacional, para o repasse direto e indireto de verbas ilícitas.

Rastreando os pagamentos feitos pela Delta às empresas de fachada, o MPF verificou um aumento significativo dos valores das transferências em anos de eleições.

O MPF pede a condenação de todos os envolvidos pela prática de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Carlinhos Cachoeira

Acusado de chefiar um esquema de exploração ilegal de caça-níqueis em Goiás, Cachoeira já havia sido preso em fevereiro de 2012, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela PF e o Ministério Público Federal. Ele ganhou liberdade em 11 de dezembro do mesmo ano.

Desde então, Cachoeira já foi condenado pelos crimes  de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. A última condenação foi no dia 23 de setembro, por violação de sigilo funcional, com pena de três anos de prisão. Ele responde aos crimes em liberdade.

 

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Fonte: G1 e Estado de Minas ||