Política

Pedido de impeachment do prefeito de Cláudio é arquivado pela Câmara

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A Câmara Municipal de Cláudio votou, nesta semana, pelo arquivamento do pedido de impeachment do prefeito José Rodrigues Barroso de Araújo (PRTB). A informação foi divulgada pelo Legislativo na quinta-feira (18).

Segundo informações da Câmara, seis dos 11 vereadores aprovaram o parecer da comissão processante constituída pelos legisladores Fernando Tolentino (presidente), Tim Maritaca (relator) e Heitor Ribeiro de Sousa (membro), que não constatou irregularidades nas ações do gestor público.

No texto, dois vereadores atestam que a defesa do prefeito respondeu às 11 denúncias apresentadas com documentos e amparadas na Constituição Federal e Lei de Licitações. Os advogados também estiveram na Câmara para a apresentação de provas contraditórias às denúncias e ficaram à disposição dos vereadores para sanar quaisquer dúvidas sobre o processo.

Conforme a Câmara, José Rodrigues esteve presente na votação. Ele declarou que os cinco votos pela rejeição do parecer e prosseguimento da investigação tem motivação política. “As denúncias eram infundadas, carregadas de mágoas e vingança. Esse mesmo grupo que votou contra o relatório é o mesmo grupo que tentou me cassar após as duas eleições e inventou esses fatos para enfraquecer quem eu venha a apoiar nas eleições do ano que vem”, ressaltou.

Denúncia

A denúncia protocolada na Câmara afirma que o prefeito cometeu diversas irregularidades entre 2016 e 2018. Dentre as irregularidades citadas pelo denunciante, está a contratação de uma empresa de recapeamento. Segundo a denúncia, o município firmou contrato de R$ 725 mil com a referida empresa e pagou R$ 785 mil pelo serviço.

Outra denúncia presente no documento alega que, em 2016, Zezinho apresentou uma declaração de pobreza para conseguir atendimento jurídico gratuito mesmo tendo um patrimônio avaliado em R$ 4,2 milhões, segundo a declaração de bens feita à Justiça Eleitoral no mesmo ano.

O documento afirma, ainda, que em 2018, o município pagou R$ 1 milhão a uma empresa para serviços de revitalização de uma praça e para o recapeamento de ruas da cidade. Contudo, segundo o texto, R$ 522 mil teriam sido repassados à empresa sem a criação de uma licitação.

Na época de instauração da comissão, a assessoria Comunicação da Prefeitura de Cláudio afirmou que o chefe do Executivo está “convicto de que a instauração de qualquer procedimento objetivando a fiscalização dos seus atos demonstrará que conduziu e conduz com retidão a coisa pública”. A assessoria afirmou, ainda, que “não existe qualquer ato que possa implicar” na cassação do mandato do prefeito e que está tomando providências no Judiciário quanto às denúncias.

 

 

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Fonte: G1||