Internacional

Padre morde braço de fiel durante briga na hora da comunhão

Uma missa em uma igreja católica da cidade de St. Cloud, na Flórida, terminou na delegacia depois de uma confusão durante o momento da comunhão. No episódio, flagrado em vídeo, é possível ver o momento em que o padre morde o braço de uma fiel que tentava receber a hóstia.

O caso aconteceu no domingo na Igreja Católica de São Tomás de Aquino. O padre envolvido foi identificado como o vigário paroquial. A mulher, que não foi identificada, disse à polícia que a discussão começou quando ela tentou receber a comunhão, mas foi negada.

“Ele não me deu a hóstia. Não sei se foi o jeito que eu estava vestida ou o que eu gosto”, disse a mulher em um vídeo registrado pela câmera corporal da polícia, segundo informações do jornal local WAFB 9.

Uma testemunha também alegou que a mulher foi discriminada por sua sexualidade e roupa. “Ele tentou enfiá-lo com força na boca dela. Ela recuou e disse: ‘Não, não faça isso’. Ela tentou pegá-lo e foi então que ele enlouqueceu”, relatou a mulher que estava na igreja.

Na delegacia, o padre apresentou uma versão diferente. Ele disse que a mulher participou da missa das 10h, mas parecia não conhecer o procedimento para receber a comunhão, por isso ele negou a hóstia. Segundo ele, a mulher voltou mais tarde, em outra missa, e tentou novamente participar da comunhão.

A mordida teria ocorrido no momento em que a mulher tentou pegar a vasilha com as hóstias da mão do padre. Ele afirmou à polícia que estava protegendo o sacramento, considerado o corpo de Cristo.

“Eu não estou julgando você. Estou lhe perguntando: ‘Você se confessou depois da missa?’ Se você não confessou, não posso lhe dar a comunhão. Eu mordi ela. Não estou negando isso. Eu estava me defendendo e ao sacramento”, disse ele no vídeo.

Diocese local não se posicionou

O padre afirmou não conhecer a mulher, nem sua orientação sexual, e disse que isso não importava. “Eu não julgo ninguém”, declarou ele à polícia.

A Igreja Católica de São Tomás de Aquino disse que somente a Diocese Católica de Orlando poderia comentar o ocorrido, porém, nenhuma resposta teria sido divulgada aos veículos locais.

O caso agora será investigado pela polícia da cidade.

Fonte: O Tempo