Internacional

Trump anuncia trégua de cinco dias com o Irã em meio a tensão no Oriente Médio

Foto: Reprodução/Instagram @realdonaldtrump – Poder 360

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma trégua de cinco dias com o Irã. A informação foi divulgada em publicação na rede Truth Social, na qual o líder norte-americano afirmou que representantes dos dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas” no fim de semana.

Segundo Trump, ele ordenou o adiamento de ataques contra a infraestrutura energética iraniana, incluindo usinas de energia, como parte de um possível avanço nas negociações.

Conversas e posição dos Estados Unidos

Em sua declaração, Trump afirmou que:

Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio… instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias.”

O presidente também afirmou que as conversas devem continuar ao longo da semana e condicionou a manutenção da trégua ao sucesso das negociações.

Negação do Irã e versões divergentes

Pouco depois do anúncio, o governo do Irã negou a existência de conversas diretas com os Estados Unidos e afirmou que Trump teria recuado após ameaças de Teerã.

De acordo com o site americano Axios, as negociações citadas por Trump envolveram altos funcionários da Turquia, do Egito e do Paquistão, além do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, e do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.

Tensões militares e ameaças na região

Trump também afirmou a jornalistas que uma “mudança de regime” já estaria em curso no Irã e disse que, caso as negociações falhem, “vamos continuar a bombardear tudo o que pudermos”.

A declaração ocorre após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar instalações energéticas de Israel e bases americanas na região do Golfo.

A ameaça iraniana foi uma resposta a declarações anteriores de Trump, que havia falado em “obliterar” usinas de energia do Irã caso o país não reabrisse o estreito em até 48 horas.

Possíveis retaliações e escalada do conflito

A Guarda Revolucionária afirmou ainda que, em caso de ataques, poderá:

• destruir empresas no Oriente Médio com participação norte-americana;
• considerar alvos legítimos instalações de energia em países que abriguem bases dos EUA.

Outras autoridades iranianas também reagiram. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o país poderá “destruir de forma irreversível” infraestruturas críticas na região.

As Forças Armadas do Irã indicaram ainda que instalações energéticas ligadas aos Estados Unidos podem ser alvo de retaliação.

Posição diplomática e cenário de incerteza

Em meio às declarações mais duras, o embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), Ali Mousavi, adotou tom mais moderado ao afirmar que o Estreito de Ormuz permanece fechado apenas para “inimigos do Irã”, destacando a intenção de garantir a passagem segura de outras embarcações.

O anúncio da trégua ocorre em um contexto de forte tensão no Oriente Médio, marcado por ameaças mútuas e risco de escalada militar entre os dois países.

Com informações do G1