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Deputada mineira apresenta projeto para proibir armadilhas “cola rato” em todo o país

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A deputada federal Duda Salabert apresentou um projeto de lei para proibir em todo o território nacional o uso das chamadas “fitas cola rato” ou “colas rato”, método utilizado no controle de roedores. A proposta, protocolada recentemente, busca banir o dispositivo por considerar que ele provoca sofrimento extremo aos animais e oferece riscos à saúde pública.

Segundo a justificativa da parlamentar, as armadilhas adesivas submetem os roedores a um aprisionamento prolongado e agonizante, que pode durar horas ou até dias. Durante esse período, os animais permanecem imobilizados e, muitas vezes, morrem por exaustão, fome ou desidratação severa.

De acordo com a proposta, além da crueldade, o método também representa um problema sanitário. Enquanto agonizam presos, os animais urinam e defecam no próprio local, transformando a armadilha em um possível foco de contaminação para o ambiente e para pessoas que tenham contato com o dispositivo. Outro ponto destacado é a falta de seletividade do método, já que as fitas adesivas podem prender aves, animais domésticos e outros bichos que não são o alvo inicial do controle de pragas.

Em contraposição aos métodos classificados como “arcaicos e violentos”, a deputada defende políticas públicas consideradas mais humanitárias e eficazes para combater a proliferação de roedores nas cidades. Entre as alternativas propostas estão a ampliação do saneamento básico, a regularização e expansão da coleta de lixo e a modernização da infraestrutura urbana. Segundo a parlamentar, essas medidas atacam a origem do problema de forma sustentável e ética.

A iniciativa amplia a discussão nacional sobre bem-estar animal e saúde pública ao propor a substituição de métodos cruéis por soluções sistêmicas de prevenção. Ao defender a proibição das armadilhas adesivas e sugerir melhorias estruturais nas cidades, o projeto busca incentivar uma abordagem mais consciente, responsável e duradoura para o controle de pragas urbanas.

Com informações do Portal Minas