O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) levantou questionamentos, nesta segunda-feira (20), sobre a relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). A manifestação ocorre após o magistrado votar favoravelmente à condenação do político em um processo movido pela parlamentar.
Eduardo Bolsonaro divulgou fotos em que Alexandre de Moraes aparece no casamento de Tabata Amaral e criticou a situação. Em publicação, ele questionou a imparcialidade do julgamento ao afirmar: “Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”.
Ainda nas redes sociais, o ex-deputado mencionou a proximidade entre os dois e declarou: “Na mesma imagem: a autora do processo contra mim (Tabata) e o ‘juiz’ (Moraes) que me condenou a 1 ano de prisão + multa, tudo no casamento dela!”. Ele também associou o caso ao cenário político nacional, citando o que chamou de “associação Lula-Moraes”.
O voto de Alexandre de Moraes foi proferido no plenário virtual iniciado na última sexta-feira (17). O ministro entendeu que Eduardo Bolsonaro cometeu crime de difamação ao divulgar conteúdo que atingiu a reputação de Tabata Amaral.
O processo tem origem em publicações feitas pelo ex-deputado nas redes sociais, em 2021. Na ocasião, ele compartilhou imagens insinuando que a deputada teria apresentado um projeto de lei com o objetivo de beneficiar interesses do empresário Jorge Paulo Lemann.
As postagens sugeriam ainda que a atuação da parlamentar estaria relacionada a suposto financiamento de campanha e favorecimento empresarial.
Segundo o entendimento de Moraes, o conteúdo divulgado extrapolou os limites do debate político. Para o ministro, houve imputação de fato ofensivo à reputação da deputada, o que caracteriza o crime de difamação.
O caso evidencia o embate entre Eduardo Bolsonaro e Tabata Amaral no campo judicial e político, com desdobramentos envolvendo o STF. Enquanto o ex-deputado questiona a relação entre as partes envolvidas, a decisão do ministro Alexandre de Moraes aponta para a responsabilização por publicações consideradas ofensivas.
Com informações do Metrópoles







