O governo do Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo após ataques realizados na província de Hormozgan, no sul do país. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), Teerã afirmou que as ações norte-americanas representam uma “grave violação” do acordo firmado entre os países.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, os EUA serão responsabilizados pelas consequências das ações classificadas como “agressivas e injustificadas”. As declarações ocorreram horas depois de as forças norte-americanas confirmarem operações na região, descritas como ações de autodefesa.
A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou que mantém o direito de retaliar qualquer violação do cessar-fogo. O grupo informou ainda ter abatido um drone americano MQ-9 e disparado contra um caça que teria invadido o espaço aéreo iraniano.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, elevou o tom das críticas aos Estados Unidos e Israel em mensagem divulgada nesta terça-feira. Segundo ele, países da região não servirão mais como “escudo” para bases americanas.
O cessar-fogo entre os dois países está em vigor desde 8 de abril, enquanto negociações diplomáticas seguem em andamento para tentar encerrar definitivamente o conflito iniciado no fim de fevereiro.
Nos bastidores, representantes iranianos participaram de reuniões no Catar para discutir um possível acordo envolvendo a liberação de cerca de US$ 24 bilhões em recursos iranianos congelados no exterior, apontado como um dos principais obstáculos para o entendimento entre as partes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também entrou no debate ao sugerir que um acordo de paz com o Irã poderia depender da adesão de países árabes aos chamados Acordos de Abraão, tratados que normalizam relações com Israel.
Com informações do Metrópoles








