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Governo lança campanha de visibilidade e defesa dos direitos LGBTQIA+

Foto: © ELAINE CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania lançou nessa quinta-feira (4), em São Paulo, a campanha “O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas”. A iniciativa tem como objetivo dar transparência às ações desenvolvidas pelo governo federal para a garantia de direitos da população LGBTQIA+, além de ampliar o alcance de políticas públicas destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade.

O lançamento ocorreu durante a 25ª edição da Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, realizada no Vale do Anhangabaú e promovida pela Parada do Orgulho LGBT+, organizada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

Segundo o ministério, desde 2023 foram investidos mais de R$ 61 milhões em ações voltadas à promoção e defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+ no Brasil. De acordo com a pasta, os recursos possibilitaram o atendimento de mais de 330 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social por meio do Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+ (Acolher+).

A Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+ (Empodera+) também promoveu a capacitação de mais de 5 mil pessoas por meio de iniciativas voltadas à autonomia econômica, geração de renda e ampliação de oportunidades.

A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, afirmou que este foi o maior orçamento já destinado à área. Segundo ela, os investimentos foram direcionados principalmente para ações de empregabilidade, trabalho digno e acolhimento de pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade.

Ainda de acordo com a secretária, as ações também alcançaram territórios de fronteira e aldeias indígenas, com iniciativas voltadas ao acesso a direitos e fortalecimento de redes de proteção.

A Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+ reúne mais de 180 artistas e 100 expositores em uma programação gratuita que contempla atividades culturais, empreendedorismo e cidadania. O evento conta com exibições de cinema, intervenções artísticas e rodas de conversa sobre temas como saúde mental, redução de danos, direitos humanos, combate à discriminação, inclusão social, diversidade e fortalecimento das políticas públicas.

Segundo o coordenador artístico da feira, Heitor Werneck, o espaço foi criado para fortalecer pequenos negócios, ampliar a visibilidade de empreendedores LGBTQIA+ e incentivar a geração de renda. Ele também destacou o caráter inclusivo do evento, que busca garantir a participação de pessoas com deficiência.

Entre os visitantes da feira estava Fabrício Florencio, de 23 anos, morador de São Paulo, que ressaltou a importância do evento como espaço de encontro e fortalecimento da luta por direitos.

A programação também presta homenagem a artistas e personalidades que contribuíram para a história da comunidade LGBTQIA+ no Brasil, destacando a arte como instrumento de transformação social e resistência cultural.

O encerramento da feira ficará a cargo da cantora MC Trans. Segundo a organização, a artista cedeu seu cachê devido às dificuldades enfrentadas pela ParadaSP na captação de patrocínios para a edição deste ano.

Heitor Werneck afirmou que a redução de recursos destinados a causas LGBTQIA+ por empresas e pelo poder público tem impactado a realização de eventos, além da manutenção de projetos sociais e culturais desenvolvidos ao longo do ano. Ele destacou ainda a importância econômica da ParadaSP, que gera empregos e movimenta o setor hoteleiro da capital paulista.

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo será realizada no próximo domingo (7), na Avenida Paulista. Em 2026, o evento celebra 30 anos de existência com o tema “30 anos da Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, propondo reflexões sobre cidadania, democracia, direitos conquistados e participação social.

Symmy Larrat afirmou que a mobilização social foi fundamental para conquistas da população LGBTQIA+ e defendeu a continuidade da participação nas ruas diante do aumento de discursos de ódio registrados em diferentes contextos.

 

Com informações da Agência Brasil