A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi atualizada após novas avaliações do estado de conservação realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O balanço aponta a inclusão de 180 espécies ou subespécies e a retirada de 150 da lista.
Entre as espécies incluídas está a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), além do bugio-preto (Alouatta caraya) e do tamanduaí (Cyclopes rufus).
Com a atualização, a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção passa a reunir 790 espécies ou subespécies. O documento também inclui a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas, que registra nove espécies.
O levantamento abrange diferentes grupos da fauna brasileira, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, classificados em cinco categorias de risco:
- Vulneráveis (VU)
- Em Perigo (EN)
- Criticamente em Perigo (CR)
- Possivelmente Extintas (CR-PE)
- Extinta na Natureza (EW)
De acordo com os dados atualizados, a maior parte das espécies ameaçadas corresponde aos invertebrados terrestres, com 264 registros. Em seguida aparecem 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.
Os peixes e invertebrados aquáticos são avaliados em uma lista separada, também atualizada neste ano e divulgada em abril.
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas reúne nove espécies. Destas, seis são aves, duas são anfíbios e uma é mamífero: o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que habitava a região de Fernando de Noronha.
Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos principais instrumentos de proteção da biodiversidade brasileira. Ele afirma que o documento reconhece a situação das espécies no país e no mundo e permite a criação de planos de recuperação e conservação.
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou ainda que poucos países possuem capacidade de avaliar sua biodiversidade na mesma escala realizada pelo Brasil. A atualização substitui a versão anterior, publicada em 2022, e resulta de um esforço conjunto entre comunidade científica e organizações da sociedade civil.
Com informações da Agência Brasil







