A escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos (EUA) levou o governo federal a adiar a decisão sobre o futuro do subsídio à gasolina. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a instabilidade no cenário internacional pode voltar a pressionar os preços do petróleo nas próximas semanas, o que motivou a equipe econômica a rever o cronograma para a retirada da subvenção.
A expectativa inicial do governo era encerrar o benefício em um prazo mais curto. No entanto, o agravamento do conflito internacional fez com que a medida fosse reavaliada.
Governo cita aumento das tensões como fator de cautela
De acordo com Dario Durigan, o cenário mudou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando o encerramento do cessar-fogo e a interrupção do acordo de paz anteriormente planejado.
Segundo o ministro, a nova conjuntura acendeu um sinal de alerta para a equipe econômica.
“Eu tinha a expectativa, sim, de tirar a subvenção da gasolina em um prazo mais curto. Mas, de novo, a situação da guerra se agrava. O que a gente ouviu foi uma declaração do presidente dos Estados Unidos dizendo que o cessar-fogo estava encerrado e que o acordo de paz já não seria mais executado nos termos que estavam sendo planejados. O que nos acendeu o sinal de alerta”, afirmou.
Medida busca equilibrar impacto fiscal e inflação
A discussão ocorre em meio ao esforço do governo para reduzir o custo fiscal das medidas emergenciais adotadas para conter a alta dos combustíveis.
A subvenção foi criada como resposta ao choque externo provocado pela guerra e possui prazo limitado, dependendo de reavaliações frequentes em função das oscilações do mercado internacional.
A decisão sobre a manutenção ou o corte do subsídio, inicialmente esperada para esta semana, foi adiada para a próxima. A equipe econômica defende cautela diante da possibilidade de uma nova alta do petróleo caso o conflito se intensifique.
Segundo a avaliação do governo, uma retirada antecipada do benefício pode provocar impacto direto sobre a inflação, considerada um fator relevante para a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em ano eleitoral.
O ministro também afirmou que não está em discussão a ampliação dos subsídios atualmente em vigor.
Entenda a nova crise entre Irã e Estados Unidos
Segundo as informações apresentadas, a nova escalada da crise internacional envolve uma série de acontecimentos recentes:
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou o fim do acordo após uma nova escalada militar e o bombardeio de navios petroleiros no Estreito de Ormuz;
- O presidente norte-americano afirmou que o entendimento perdeu sentido diante das hostilidades recentes;
- O Irã acusou os Estados Unidos de violar os termos do acordo de paz, citando bombardeios e ameaças contínuas como quebra do compromisso;
- As negociações já estavam fragilizadas, com o próprio Irã indicando que não seguiria dialogando sob pressão militar;
- O acordo, firmado semanas antes, foi comprometido pela troca de ataques e pelo aumento da tensão geopolítica, cenário que inviabilizou a trégua e ampliou as incertezas nos mercados mundiais.
Com informações do Metrópoles






