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Fiemg manifesta preocupação com reajuste de 15% do Bolsa Família às vésperas das eleições

FOTO: MAURÍCIO VIEIRA / JORNAL HOJE EM DIA/ ARQUIVO

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) divulgou uma nota nessa quinta-feira (17) manifestando preocupação com o reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado às vésperas das eleições. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e terá efeitos financeiros a partir de outubro.

Fiemg reconhece importância da transferência de renda

No comunicado, a Fiemg afirmou reconhecer a importância das políticas de transferência de renda como instrumento de proteção às famílias em situação de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, a entidade declarou preocupação com a ampliação das despesas públicas em período próximo ao pleito eleitoral.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, o reajuste terá impacto adicional estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027, totalizando R$ 28,5 bilhões em dois anos.

Economista-chefe aponta preocupação com as contas públicas

Para o economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio, as políticas de transferência de renda têm papel relevante na proteção das famílias mais vulneráveis, mas devem estar associadas à responsabilidade na condução das contas públicas.

Segundo Pio, a ampliação de despesas permanentes sem clareza sobre como serão sustentadas ao longo do tempo pode aumentar o endividamento e pressionar juros, crédito e a capacidade de investimento.

O reajuste corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a atualização, o benefício mínimo do Bolsa Família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado chega a R$ 777.

De acordo com o governo, a atualização está prevista na legislação do programa e tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. Os novos valores serão considerados na folha de outubro.

 

Com informações do Hoje em Dia