Política

Flávio Bolsonaro visita o pai pela primeira vez após fim de restrição do STF; Jair Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe

Foto: Reprodução/Congresso em Foco

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã de terça-feira (13), pela primeira vez desde o fim das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A retomada das visitas foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes na segunda-feira (12), após o encerramento de um período de suspensão de 90 dias.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência, no Jardim Botânico, em Brasília, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado. A restrição às visitas havia sido determinada depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai, contrariando medidas judiciais impostas pelo Supremo.

Flávio chegou à residência por volta das 9h40 desta terça-feira e deixou o local aproximadamente uma hora depois. Na saída, afirmou estar feliz por ter reencontrado o pai e disse que ele estava bem e satisfeito com os resultados do primeiro turno das eleições.

STF autorizou retomada das visitas após suspensão de 90 dias

A decisão que permitiu novamente as visitas foi tomada por Alexandre de Moraes no domingo (12), em resposta a um pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro em 5 de outubro.

A suspensão havia sido imposta em julho e terminou no sábado (11), após o cumprimento do período de 90 dias. A medida foi adotada depois que Flávio utilizou uma visita para obter uma carta do ex-presidente e publicá-la nas redes sociais.

O documento, divulgado em julho, continha uma manifestação de Jair Bolsonaro em apoio à candidatura do filho. A divulgação foi considerada um descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que se encontra em regime de prisão domiciliar no âmbito do caso relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Com o encerramento do prazo de suspensão, Moraes autorizou a retomada das visitas, mantendo os horários e as regras estabelecidos anteriormente.

Proibição de manifestações político-eleitorais continua em vigor

Apesar de liberar novamente o contato presencial entre pai e filho, o ministro Alexandre de Moraes manteve as restrições relacionadas à finalidade político-eleitoral das visitas.

A decisão proíbe a utilização dos encontros para fins políticos ou eleitorais, assim como a divulgação de manifestos e declarações do ex-presidente, inclusive quando publicados por terceiros.

Moraes também determinou que o fim da proibição de visitas fosse comunicado à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao diretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do DF, órgãos responsáveis pela supervisão das condições de custódia do ex-presidente.

Dessa forma, a retomada dos encontros não significa o fim das demais restrições judiciais impostas a Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro comemora decisão do Supremo

Na segunda-feira (12), após participar de uma missa na Catedral de Brasília em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, Flávio Bolsonaro comemorou a autorização para voltar a visitar o pai.

Na ocasião, o senador afirmou estar feliz por ter sido novamente autorizado a encontrar Jair Bolsonaro e agradeceu às pessoas que, segundo ele, estavam orando pelo Brasil.

Flávio também criticou a suspensão anterior, afirmando que estava havia mais de três meses sem poder ver o pai e classificando a decisão como injustificada.

Senador afirma que pai estava bem após reencontro

Após a visita desta terça-feira, Flávio voltou a comentar o encontro com o ex-presidente. Ele afirmou ter ficado feliz por poder abraçar o pai e verificar pessoalmente como ele estava.

O senador também declarou que Jair Bolsonaro estava alegre com os resultados do primeiro turno das eleições.

A visita marcou o primeiro encontro presencial entre os dois desde o fim da suspensão determinada pelo STF. Embora o contato familiar tenha sido retomado, continuam valendo as restrições judiciais que impedem o uso das visitas para manifestações político-eleitorais e a divulgação de declarações do ex-presidente.