O tradicional orelhão, conhecido por décadas como telefone público, está de volta às ruas de Belo Horizonte, mas com uma proposta completamente diferente. Sem aparelho telefônico, o novo equipamento oferecerá água gelada e micro-ondas gratuitos para trabalhadores que passam o dia nas ruas. A primeira unidade será inaugurada na próxima terça-feira (10), às 10h30, na avenida do Canal, 299, no bairro Átila de Paiva, na região do Barreiro.
O serviço será aberto a trabalhadores em geral, sem necessidade de cadastro, utilização de aplicativos ou obrigação de consumir qualquer produto. A iniciativa pretende oferecer pontos de apoio para quem trabalha nas ruas, permitindo abastecer garrafas com água gelada e aquecer refeições gratuitamente.
O projeto foi desenvolvido pelo empresário André Souza, que investiu recursos próprios na criação do novo modelo.
Novo orelhão mantém visual tradicional, mas ganha estrutura moderna
Apesar de preservar a aparência característica dos antigos telefones públicos, os novos equipamentos passaram por um redesenho completo para atender às novas funcionalidades.
O modelo mantém a identidade visual do orelhão original, criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, mas substitui a estrutura antiga por materiais mais leves e resistentes.
Cada unidade tem custo estimado de fabricação de R$ 30 mil e foi projetada para suportar o uso contínuo.
De acordo com os responsáveis, o desenvolvimento do projeto levou 18 meses de pesquisa. A estrutura também foi planejada para facilitar o transporte, a montagem e a manutenção dos equipamentos em diferentes regiões do país.

Como será financiado o funcionamento dos equipamentos?
A instalação e a operação dos novos Orelhões serão custeadas integralmente pela iniciativa privada. O modelo de financiamento prevê a comercialização de espaços publicitários e a participação de empresas patrocinadoras.
Entre as marcas apontadas como potenciais parceiros estão Uber, 99 e iFood, além de instituições financeiras e empresas de outros segmentos.
A proposta prevê a exibição de anúncios na própria estrutura dos equipamentos e a veiculação de publicidade sonora.
A expectativa dos idealizadores é que cada unidade gere uma receita publicitária média de R$ 20 mil por mês. Já os custos mensais de operação, incluindo água, energia elétrica, limpeza e manutenção, são estimados em R$ 2 mil.
Os valores apresentados são projeções e dependem da efetiva contratação de anunciantes.
Projeto prevê expansão para diferentes regiões do Brasil
Além da primeira unidade em Belo Horizonte, os responsáveis pelo projeto têm planos de ampliar a iniciativa para outras cidades brasileiras.
A meta é instalar 2 mil equipamentos em diferentes regiões do país nos próximos 12 meses. Em um prazo de até três anos, a expectativa é alcançar a marca de 5 mil unidades.
Nesta primeira etapa, a instalação deverá priorizar locais considerados estratégicos para atender trabalhadores que passam longos períodos nas ruas.
Entre os pontos previstos estão postos de combustíveis com funcionamento 24 horas, cozinhas destinadas ao serviço de delivery e estacionamentos de atacarejos.
A instalação em espaços públicos também está nos planos, desde que sejam obtidas as autorizações necessárias.
Iniciativa busca oferecer apoio gratuito a trabalhadores
Com a proposta de transformar um símbolo tradicional das cidades brasileiras em um ponto de apoio, o novo modelo de orelhão pretende facilitar o acesso à água gelada e ao aquecimento de refeições durante a jornada de trabalho.
A estreia em Belo Horizonte marcará o início do projeto, que tem como objetivo alcançar milhares de unidades em todo o Brasil nos próximos anos, com funcionamento financiado por publicidade e patrocínios privados.
Com informações do Hoje em Dia







