“Matematicamente Camarões ainda tinha possibilidades de classificar, mesmo tendo a seleção brasileira pela frente na última rodada. Quando tomou conhecimento que Tite escalaria um time todo reserva é claro que os camaroneses tiveram os seus brios mexidos e a motivação aumentada. Não deu outra.

É claro que o técnico Rigoberto Song, que disputou quatro Copas como jogador desta seleção, usou isso no vestiário.

Com o goleiro Epassy pegando até pensamento e a estrela do time,

Aboubakar, inspirado, 1 x 0 para eles, com todos os méritos, já que não houve interferência da arbitragem.

Com os mesmos seis pontos da Suíça, que venceu a Sérvia, por 3 x 2, o Brasil se classificou em primeiro e enfrentará a Coréia do Sul, que hoje ganhou de Portugal e ficou com a vaga que o Uruguai também queria, mas que perdeu no saldo de gols.
A imprensa do mundo inteiro avalia como “escândalos” vitórias como essas: Japão sobre a Alemanha, Tunísia ganhando da França, o Marrocos da Bélgica, a Austrália da Dinamarca e agora Camarões vencendo o Brasil. Uai, não pode?

Se fosse assim, nem deveria ter disputa entre todo mundo. As seleções mais famosas competiriam entre elas e pronto.

Neste contexto, faço minhas as palavras do Neo, mineiro de Itaúna, residente há quase 40 anos em Arraial D’Ajuda/BA, onde fundou a Rádio Arraiana 104.9 FM e é um dos pioneiros como empresário da hotelaria.

Ele se fixou exclusivamente na imprensa brasileira:

“Parece que a crônica esportiva brasileira tem dificuldade em perceber que, com exceção do ufanismo do Galvão, e do topete do Pelé, tudo no mundo muda.

Por isso não aceitam que o futebol asiático e africano evoluiu, e que a Copa não foi feita só para o Brasil, Argentina e seleções europeias ganharem. Cada vez que uma seleção como a do Japão ou do Marrocos ganha é aquela gritaria: “zebra, zebra!!”

Ora, se não fosse pras consideradas “ruins” ganharem de vez em quando, então pra que levar essas seleções pra Copa? Melhor seria fazer duas Copas: uma para os “bons” e outra para os “ruins”.

E daríamos adeus ao que há de melhor no futebol, que é a imprevisibilidade.

Sem falar nas migrações e naturalizações né? Teve uma seleção da França, se não me engano em 2018, que dos 11 que estavam em campo num determinado momento, nove tinham origem étnica fora da Europa.

E alguém já viu algum jogador de origem europeia jogando em seleções asiáticas ou africanas?

E mais: compare as condições em que são formados os jogadores na Europa e nos outros continentes, nas categorias de base.””

 

Créditos: Reprodução/Blog do Chico Maia

 

Créditos: Reprodução/Blog do Chico Maia

 

Créditos: Reprodução/Blog do Chico Maia

 

Fonte: Blog do Chico Maia

 

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