Formiga

?A Praça Ferreira Pires se tornou uma mini-crackolândia?

Presidente da Associação dos Artesãos de Formiga explica sobre os motivos do fim da ?Feira das Formigas? no município e fala sobre o futuro da Associação.

A Feira das Formigas, que deveria ser uma atração permanente, na intenção de atrair turistas e movimentar parte do comércio no município, já não é realizada desde o fim de janeiro, quando estava abrigada no antigo espaço da ?Casa Cruzeiro Materiais de Construção?.
Agora fica a pergunta: qual o destino da Feira, um dos melhores meios de propagação de nossa cultura?
O presidente da Associação dos Artesãos de Formiga, Fabrício Paulino Mundin, esclarece sobre os motivos da saída da feira da Praça Ferreira Pires e o futuro dos artesãos que tiram dali seu sustento: ?Nós ficamos por oito meses tentando estabilizar a feira. Porém, apesar de todos os esforços dos membros da Associação e da própria Polícia de Formiga, não foi possível desvincular a Praça do tráfico de drogas e da prostituição que ocorrem diariamente ali. Infelizmente, a Praça Ferreira Pires se tornou uma mini-crackolândia?, comenta.
A partir de março, a Feira das Formigas será itinerante, em vários locais como na Estância de Furnas, no Terminal Rodoviário, além de ir para várias cidades da região, divulgando o nome da cidade e incentivando o artesanato. ?Realizaremos a feira a cada 15 dias na Praça São Vicente Férrer, além de contarmos com uma loja para atender aos cidadãos, que ficará aberta de segunda a domingo?, explica Mundin.
A Associação conta hoje com 150 artesãos cadastrados, sendo que desses, 35 trabalham na Feira. ?Essa Feira é de grande importância para o município, pois é um modo de divulgar nossa cultura. Contamos hoje com o apoio da Administração Municipal, porém nosso maior colaborador é o cidadão formiguense. Somente com o apoio da população, conseguiremos firmar a nossa feira, além de ajudar aqueles que dependem dela para tirar todo seu sustento?, encerra o presidente.