Enquanto o PSDB caminha na construção de uma chapa para a disputa eleitoral em Minas Gerais, quadros tradicionais do partido voltaram a ganhar viabilidade no cenário do estado. É o caso do deputado federal Aécio Neves, que participou de uma entrevista nesta quarta-feira (18) ao quadro Café com Política da Rádio Super 91,7 FM. Nesta semana, uma pesquisa eleitoral mostrou o nome do ex-governador mineiro à frente na corrida o que, segundo Aécio, despertou a atenção da sigla.

Com isso, o parlamentar não descarta tentar o retorno à cadeira. “Eu recebi uma pesquisa essa semana que me coloca à frente. Já estive no Senado, foi lá que construí uma candidatura mineira à presidência, quase venci as eleições e lamento muito isso, caso contrário não estaríamos nessa situação”, contou. Porém, Aécio disse que ainda está focado na candidatura para a Câmara dos Deputados, onde preside a comissão de Relações Exteriores.

“Hoje estou na Câmara, fiz um trabalho profundo na comissão e pretendo continuar lá. Mas essa pesquisa eu recebo como um reconhecimento e vou continuar avaliando o cenário. Minas é muito incerta, inclusive essa polarização [entre Zema e Kalil] me parece artificial, porque não surgiram outras candidaturas consistentes. Na hora do debate, as pessoas vão lembrar o que significou o PSDB, os resultados que tivemos em todas as áreas foram históricos”, afirmou.

‘Não faltam estímulos’

Questionado se a candidatura de Alexandre Silveira (PSD), que já trabalhou no governo Aécio em Minas, seria um impeditivo, o deputado negou. “Ontem fizemos uma reunião representativa [sobre a situação do Dória] e o que eu mais escutei foram estímulos para colocar meu nome ao Senado. Vou avaliar o quadro, ainda não é uma decisão tomada. Estou construindo minha candidatura na Câmara, se seguir quero continuar presidindo a comissão, até por apelo dos dois extremos [PT e Bolsonaro], que é uma coisa rara hoje, mas a política é um processo permanente de discussões. Minha decisão será tomada levando em conta o que for melhor para o PSDB e Minas Gerais”, alegou.

Mesmo com os baixos índices de intenções de voto, Aécio aposta ainda que a candidatura do ex-deputado federal Marcus Pestana vai crescer no estado. “Política é principalmente a arte de administrar o tempo e estamos vendo o jogo ser jogado. Parece que se consolida uma aliança entre o ex-prefeito de BH com o PT, mas não sei se eleitorado teria vontade de ver o PT de novo no governo. Respeito o Zema, mas o governador de Minas tem que ser um dos principais atores da política nacional […] Há uma omissão, até por falta de vocação do governador nessa articulação política”.

Fonte: O Tempo

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