O trabalho promovido pela ALAGO, nesta semana, em Brasília, foi de grande importância para a obtenção de sucesso na luta que empreende, há anos, com foco na defesa dos interesses do Estado de Minas.

O competente professor Djalma Francisco Carvalho, presidente da entidade que congrega 34 municípios lindeiros e atual prefeito da cidade de Cristais-MG, munido da experiência e autoridade de quem atuou  como professor titular de Hidráulica Geral do Centro de Ciências Exatas da PUC-MG e como professor assistente de máquinas hidráulicas, possuindo ainda inúmeros outros títulos em áreas relacionadas e sendo  detentor do reconhecimento de sua ilibada atuação como homem público, teve, como não podia deixar de ser, portas abertas para expor a tese por ele defendida, junto a ministros e outros gabinetes na capital federal. É que no seu entender, aqueles por ele procurados, poderiam auxiliá-lo no encaminhamento de uma solução para o impasse criado com o desrespeito ao multiuso das águas, que ocorreu, mais notadamente, na última década.

Na companhia do secretário Executivo da Alago, Fausto Costa, e contando com o apoio de lideranças estaduais, municipais e federais, Djalma fez uma verdadeira peregrinação por três dias a diversos gabinetes na capital federal, em busca de seus objetivos. Na pauta, a tentativa de esclarecer e convencer as autoridades visitadas, sobre a necessidade de, a nível federal, serem tomadas providências simples, mas capazes de corrigirem os erros de gestão cometidos até então, e responsáveis pelos   sérios prejuízos econômico-sociais-financeiros e ambientais impostos ao estado de Minas.

Como bom mineiro, de “olho no olho”, esbanjando simpatia, simplicidade, respeito e demonstrando enorme conhecimento da causa por ele defendida, o professor Djalma foi apresentando a cada um de seus interlocutores, dados concretos e argumentos convincentes sobre o assunto em pauta. Ao final de cada visita, saía do gabinete com a promessa e a certeza de haver conseguido mais um, ou talvez alguns mais, simpatizantes à causa e todos reconhecendo a importância de ser respeitada pelos operadores do sistema, a manutenção de uma cota mínima, por ele pleiteada.

É óbvio que tanto ele como seus interlocutores, conhecem e bem sabem da importância de nossas águas para o atendimento das demandas de produção de energia e concordam que:  no binômio geração de energia X condições hidrológicas, vez por outra é preciso se romper certos limites preestabelecidos. Porém, esta condição não pode e nem deve durar, indefinidamente, como ocorre até hoje.

Segundo o professor, o respeito ao direito constitucional do multiuso é ponto pacífico para todos os envolvidos com a questão regulatória hoje em vigor e isto ele comprovou nas visitas e nos diálogos realizados.

Em nome da Alago, Djalma convidou ministros e demais autoridades por ele ouvidas para que venham visitar esta importante região mineira, já que o nível do lago hoje  está oscilando em torno de 70%. Só mesmo aqui, in-loco, nesta atual condição do lago, eles sentirão e comprovarão o clima de ânimo que já se instaurou na região e constatarão a possibilidade de que, podemos sim, gerar novamente, milhares de vagas de emprego e renda, a exemplo do ocorrido em décadas passadas.

Com esta pequena ajuda, garantia de fixação de uma cota mínima, eles perceberão o que significará para o país, a exploração econômica destas águas, nas suas mais diversas formas. Agricultura, pecuária, turismo, náutica, gastronomia, piscicultura e tantas outras. A ANGRA MINEIRA, para se tornar realidade por aqui, depende de muito pouco! Toda a região no entorno do lago já possui alguma infraestrutura como: rodovias, ferrovia, aeroportos, distribuição de energia elétrica, telefonia, hotéis, pousadas, outros empreendimentos ávidos de retornarem à ativa, além de estar muito próxima de grandes cidades polo. Portanto, o investimento em infraestrutura será muito aliviado.

Exemplificando o que significa o lago ostentando um bom volume de água, estima-se que só na região de Formiga, Pimenta, e Capitólio, o fluxo turístico receptivo neste carnaval de 2022, ressurgiu atingindo a casa dos 100 mil visitantes. Somem-se a estes alguns outros milhares de turistas que estiveram visitando as outras 31 cidades localizadas no entorno do lago, notadamente no sul do Estado. Assim, pode-se constatar que o futuro da indústria “sem chaminés”, é sim, muito promissor por estas bandas.

Resultados imediatos

Ministério do Turismo

Também o Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, tendo aceitado o convite da ALAGO, promete para breve a sua visita à região quando, certamente perceberá a sua importância para a exploração dos inúmeros atrativos turísticos aqui catalogados. A Angra Mineira, para se tornar realidade precisa de muito pouco e inclusive as questões ambientais que envolvem a implantação de polos turísticos, aqui já estão todas resolvidas. Não há portanto, entraves legais ou judiciais e nem a necessidade de se investir neste quesito.

Gilson Machado Neto – Foto: Roberto Castro/MTUR

Outra vitória obtida em Brasília pela ALAGO foi a aprovação pelo presidente do Sebrae, Carlos Melles, de um projeto da ALAGO que tem como objetivo a capacitação de operadores dos serviços de comércio e turismo e a execução de um inventário turístico. Também a realização de ciclos de palestras voltadas para a área, foram ajustadas e todas estas benesses serão ofertadas aos municípios lindeiros.

Da esquerda para direita: Leonardo Luiz Oliveira, Carlos Melles, Djalma Francisco Carvalho e Fausto Costa – Foto: Divulgação/Alago

ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

Os liderados pela ALAGO obtiveram a informação de que por ela está sendo estudada uma nova resolução que deverá  atender o multiuso das águas, a qual  possibilitará  o maior enchimento possível para o do lago, antes do período de seca, acumulando assim a matéria prima que é vista como estoque de energia a ser produzida: água estocada! Proximamente, conforme afirmou o presidente da agencia reguladora, será realizada uma consulta pública junto a toda a cadeia de usuários para se definir de vez as questões do multiuso, considerando o balanceamento entre afluências e defluências de forma mais equilibrada e eficaz.

O convite para visita à região foi feito e aceito pelo presidente da Agência Reguladora, Vitor Saback. Seja bem-vindo!

Vitor Saback – Foto: Jonilton Lima

Ministério de Minas e Energia

Como resultado direto da visita da ALAGO à Brasília podemos anunciar que o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o presidente de Furnas, Clóvis Torres, estarão visitando a região na próxima segunda feira (14). Segundo apurado, várias lideranças e autoridades comporão a comitiva oficial e inúmeras outras constam da seleta lista de convidados.

Bento Albuquerque –  Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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