Em Brasília, em BH, Rio, São Paulo, Salvador e em muitas outras capitais, assim como aqui na ex- terra das areias brancas e como de resto, seguramente em mais de 95% das 5.561 cidades brasileiras, muito mais que flores, nesta primavera, o que se tem visto florescer e anunciar é que está quase na hora da colheita, desta safra de pepinos, cada dia mais próximos da maturação, o que nos indica estar chegando o final de seus ciclos de vida.
Lá na capital federal, ninguém mais duvida de que D. Dilma, Dr. Renan, Mercadante e algumas centenas de outras figurinhas ou “figuraças” do primeiro escalão, certamente, já sabem que apesar da troca de caixas ou de embalagens que os cercavam (ministérios, partidos, autarquias, etc.), isto não impediu que para eles, tudo ruísse repentinamente. Para outros, como é o caso do ainda presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a ordem para sua “apanha prematura”, veio de fora, mais precisamente da Suíça e envolta em milhões de dólares, agora bloqueados.
Pezão no Rio, Alkimin em São Paulo, Pimentel em Minas e muitos outros governadores e seus chegados, país afora, também já sabem que, mais cedo ou mais tarde, estarão na condição de “empepinados”, provavelmente, viajando na mesma “condução” dos demais, talvez não mais em direção à Curitiba, em razão do fatiamento imposto por uns e outros à chamada operação Lava Jato, porém, para locais igualmente guardados pelos federais.
E em muitos outros municípios, a exemplo daquele lá do Maranhão, de nome Bom Jardim, onde na primavera, até pelo sugestivo nome, se esperava encontrar muitas flores, a “prefeita-ostentação” que resolvera equiparar seu modus-operandi ao praticado, sabe-se lá, por muitos colegas ou companheiros em esferas mais altas da administração pública, acabou trocando as flores pelos espinhos que deveria encontrar na carceragem.
Deveria, porque segundo imagens exibidas pelas TVs, as acomodações a ela ofertadas, mesmo sem ter o status daqueles outros beneficiados pelo instituto da delação premiada, se equiparam às melhores acomodações ofertadas pelos “spas” mais sofisticados deste país.
Voltando para cá, na ex-terra das Areias Brancas, em primeiro lugar, gostaríamos de justificar o prefixo “EX”, sugerindo que você leitor, observe atentamente o que há de real nas laterais do fio d’água que corre no ex-leito de nosso ex-rio e confirme, se aquele material escuro, fétido, esponjoso e estranho, foi um dia, é, ou será, algo que possa ser chamado de areia branca. Feito isto, questione onde foi parar aqueles milhões de reais que um dia foram destinados à construção de interceptores e de uma estação de tratamento de esgoto, capaz de fazer com que o Formiga, o Mata Cavalo e seus afluentes, um dia quem sabe, mais caudalosos e nos trazendo água limpa, voltassem a produzir as tais areias que no passado não muito remoto, eram a marca desta cidade, a das Areias Brancas! Dica ao leitor: Soemge, Pantheon e Lamar, são nomes que, se lembrados, talvez lhe indiquem um caminho mais fácil para você desvendar este mistério.
E voltando para o tema título, a verdade é que se aqui ainda não temos pepinos enquadrados na mesma conotação ou espécie dos anteriormente tratados nesta matéria, o melhor é não nos esquecermos de que há por aqui sim, muitos pepinos. Alguns deles já se fizeram presentes de formas diversas, tendo inclusive, sido apontados como causa principal do internamento repentino de nosso alcaide. Falta de dim-dim, por exemplo, é um deles.
E isto é tão real que tem gerado problemas de toda ordem. Greve pelo atraso de pagamentos, cobranças diárias de fornecedores, problemas de ordem ambiental, multas, ameaças, cortes de atendimentos prioritários, atraso de obras, descumprimento de promessas, sequestros de bens, de valores, etc e tal. E o pior é que, ao que se sabe, tudo tende a se agravar se forem verdadeiros os cortes que o governo federal e estadual, – (padrinhos políticos de todo governante) – já anunciam como certos para este e para o próximo ano.
Quem analisa os dados oficiais, a exemplo dos apresentados na última audiência pública pelo pessoal da Controladoria Municipal, portanto mais que confiáveis, logo percebe que o pepino que aqui foi cultivado nestes quase três anos de governo, tudo indica, nada fica a dever aos demais aqui mencionados.
Se não houver um pacto de governança que envolva os poderes diretamente interessados e a sociedade, de pouco adiantará os aumentos de impostos, taxas e outras formas de pressão aventadas lá e cá, pelo ministro Levy ou pelo secretariado do Moa, porque, por mais que se esforce, por mais que se ameace, ninguém, ninguém mesmo, consegue tirar leite de teta seca.
O Refis formiguense, hoje, pode até ser visto como a solução mágica para nossos problemas de caixa, mas se não houver uma reação na economia, não na local, mas em âmbito nacional, se os juros não baixarem, ninguém, nenhum empresário de lá ou daqui, arriscará investir um tostão sequer.
Esta é a regra que prevalece no mercado, a do instinto de sobrevivência. Daí para o calote geral, o passo é curto!
Os números trazidos a público na audiência desta semana merecem maiores análises. Seria muito bom que os gurus de Moacir lhe abrissem os olhos para o que vem por aí e exigissem dele, posturas administrativas mais condizentes com a atual situação.








