Na sexta-feira passada (25), deu entrada na Santa Casa de Caridade de Formiga, a gestante Emanuele Ketlin Garcia Cunha, após o rompimento da bolsa amniótica. O momento, que deveria ser de alegria pelo nascimento da filha, horas depois se transformou em tragédia, após a constatação de que a criança foi retirada da barriga da mãe, já sem vida, o que segundo a denúncia do pai, ocorreu devido a falhas graves no atendimento.
No início da tarde de terça-feira (29), o companheiro de Emanuele, o comerciante, Alisson Ferreira da Cunha, esteve na sede do jornal Nova Imprensa e relatou todo o caso, que já foi registrado pela Polícia Militar (BO nº M2575-2015-82877460) e denunciado ao Ministério Público da cidade (Atendimento nº 428). “Quero tornar público esse fato, para que o que aconteceu com a minha família não ocorra com outras”, disse Alisson.
Segundo o comerciante, ele e Emanuele chegaram ao hospital às 6h, de sexta-feira, porém, só três horas depois ela foi atendida. Ao fazer os primeiros exames, uma enfermeira verificou os batimentos cardíacos da criança e segundo ela, estava tudo bem; porém às 9h35, Alisson foi avisado que a menina já havia sido tirada da barriga, sem vida. “Quando foram me avisar da morte da minha filha, falaram que não sabiam a causa nem a data da morte. Os médicos falaram que encontraram fezes da criança dentro do útero na hora do parto, mas não fizeram autopsia para saber o que de fato aconteceu” contou o pai.
O jornal entrou em contato com o gerente geral da Santa Casa de Caridade de Formiga, José Orlando Reis, que na tarde de quarta-feira (30), enviou a seguinte nota: “A respeito do óbito ocorrido na sexta-feira, dia 25/09/2015, está sendo investigado pela comissão de prevenção de óbitos materno infantil. Se constatado falha técnica e estrutural, será encaminhado à comissão de ética médica e ao conselho regional de medicina para devidas providências”.]

Descrição do fato, relatado em ficha de atendimento do MP
Redação do Jornal Nova Imprensa








