Na sexta-feira (18), a Administração Municipal, por meio da Secretaria de Cultura, promoveu uma reunião com mestres e professores formiguenses, que trabalham com a Capoeira no município.

Estiveram presentes, representantes de vários grupos de Capoeira de Formiga: Mestre Grande (Idelmar) – “Capoeira Gerais”, Mestre Tatu (Willian Eustáquio) – “Capoeira Quilombo das Gerais”, Professor Peninha (Leandro Luís) – “Grupo Nosso Senhor do Bonfim”, Mestrando Júnior Miranda e Professor Ninho (Ênio) – “Associação Caminhos de Luanda”.

O encontro aconteceu à noite, na sede da Secretaria de Cultura, na Casa do Engenheiro, onde os capoeiristas foram recebidos pelo secretário de Cultura, Alex Arouca.

O intuito da conversa foi iniciar um planejamento para a realização de um evento que englobará várias vertentes da capoeira formiguense.

O evento deve acontecer em agosto, quando, no dia 3, é comemorado o “Dia do Capoeirista”. A ideia é que a Administração Municipal promova um “Festival de Capoeira de Formiga”, envolvendo as diversas correntes da Capoeira manifestadas no município, com rodas, oficinas, aulões e até algum tipo de show, dentre outras atividades. Os representantes dos grupos formiguenses ficaram de passar para o secretário, a lista do que é necessário para se realizar um evento desse porte. Depois disso, em conjunto com os capoeiristas, a Administração vai planejar o Festival.

Capoeira

A Capoeira é uma manifestação cultural presente, hoje, em todo o território brasileiro e em mais de 150 países, com variações regionais e locais criadas a partir de suas “modalidades” mais conhecidas: as chamadas “capoeira angola” e “capoeira regional”. O conhecimento produzido para instrução do processo permitiu identificar os principais aspectos que constituem a capoeira como prática cultural desenvolvida no Brasil: o saber transmitido pelos mestres formados na tradição da capoeira e como tal reconhecidos por seus pares; e a roda onde a capoeira reúne todos os seus elementos e se realiza de modo pleno.

Em 2008, a Roda de Capoeira foi inscrita no Livro de Registro das Formas de Expressão, do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como um elemento estruturante de uma manifestação cultural, espaço e tempo, no qual se expressam, simultaneamente, o canto, o toque dos instrumentos, a dança, os golpes, o jogo, a brincadeira, os símbolos e rituais de herança africana – notadamente banto – recriados no Brasil. Profundamente ritualizada, a roda de capoeira congrega cantigas e movimentos que expressam uma visão de mundo, uma hierarquia e um código de ética que são compartilhados pelo grupo. Na roda de capoeira se batizam os iniciantes, se formam e se consagram os grandes mestres, se transmitem e se reiteram práticas e valores afro-brasileiros.

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade – A 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda aprovou, em novembro de 2014, em Paris, a Roda de Capoeira, um dos símbolos do Brasil mais reconhecidos internacionalmente, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O reconhecimento da Roda de Capoeira, pela Unesco, é uma conquista muito importante para a cultura brasileira e expressa a história de resistência negra no Brasil, durante e após a escravidão. Originada no século XVII, em pleno período escravista, desenvolveu-se como forma de sociabilidade e solidariedade entre os africanos escravizados, estratégia para lidarem com o controle e a violência. Hoje, é um dos maiores símbolos da identidade brasileira e está presente em todo território nacional, além de praticada em mais de 160 países, em todos os continentes.

Fonte: Decom

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