Um casal foi preso na terça-feira (30) suspeito de matar um trabalhador rural, de 38 anos, em Ituiutaba.

O homicídio aconteceu no dia 16 de maio e, segundo a Polícia Civil, a mulher, de 33 anos, e o marido, de 37, tentaram simular que Raylon Carlos da Silva morreu devido a um acidente de égua.

No dia do crime, a suspeita da Polícia Militar era de que Raylon havia sido arrastado pelo animal após ficar com o pé preso no estribo, pois ficou um rastro de sangue marcando o local.

Porém, após avaliação do corpo, o médico legista encontrou um corte na parte de trás do pescoço da vítima, que não era teria sido causado por pedra ou queda no chão.

Então, a Polícia Civil passou a investigar a morte não como um acidente provocado por animal, mas sim como um crime.

“Já nos primeiros atos de polícia judiciária percebemos detalhes colhidos pelo perito criminal e médico legista que evidenciavam situação distinta com casos semelhantes envolvendo acidente com cavalo”, explicou o delegado Carlos Fernandes.

Além disso, durante as investigações, a Polícia Civil desconfiou de duas denúncias feitas contra o trabalhador em órgãos públicos no dia do crime: uma de que ele abusava de uma criança de cinco anos e outra de que ele praticava pesca predatória.

A partir dessas informações, o casal foi procurado e negou que Raylon praticava algum crime contra a filha deles.

Ainda conforme a polícia, foi apurado que a mulher estava tendo relações com o trabalhador rural e o marido descobriu, sendo que ele fez as falsas denúncias de crimes contra Raylon.

Assim, após outros diversos elementos que comprovaram a participação dos dois no homicídio, eles foram presos temporariamente pela Polícia Civil e encaminhados para unidades prisionais de Ituiutaba e Uberlândia.

O inquérito tem 30 dias para ser concluído e enviado à Justiça.

Fonte: G1

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