O casal acusado de hostilizar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que houve um “mal entendido” e lamentou o ocorrido. Roberto Mantovani Filho e Andréa Munarão são alvo de investigação da Polícia Federal. O genro do casal, Alex Zanatta, também será investigado.

Estando convictos da existência de equívoco interpretativo em torno dos fatos. Esclarecem que as ofensas atribuídas como se fossem de Andréa ao Ministro Alexandre de Moraes foram, provavelmente, proferidas por outra pessoa, não por ela. Que dessa confusão interpretativa nasceu desentendimento verbal entre ela e duas pessoas que acompanhavam o ministro“, diz a nota do casal, divulgada pelo jornal O Globo.

Que diante dessa discussão, que ficou acalorada diante das graves ofensas direcionadas a Andréa, Roberto, que tem mais de 70 anos, precisou conter os ânimos do jovem ofensor. Dessa forma, reiteram que em nenhum momento ocorreram ofensas, muito menos ameaças ao Min. Alexandre, que casualmente passou por eles nesse infeliz episódio. Mesmo assim, se desculpam pelo mal entendido havido, externando o veemente respeito que nutrem pelas autoridades públicas, extensivo aos seu familiares“, continua a nota.

 

Entenda o caso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi hostilizado por um grupo de brasileiros no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália. O episódio ocorreu por volta das 18h45 (horário local), na sexta-feira (14), enquanto o ministro estava acompanhado da família, retornando da Universidade de Siena, onde participou do Fórum Internacional de Direito.

A esposa do empresário, Andréia Mantovani Filho, teria xingado o magistrado de “bandido, comunista e comprado“. Depois, a PF identificou que Roberto Mantovani Filho agrediu fisicamente o filho do ministro. Outro brasileiro, identificado como Alex Zanatta, teria se unido a dupla e profere palavras de baixo calão a Alexandre de Moraes.

 

O que se sabe, as versões e dúvidas no episódio de hostilidade a Moraes

O trio responderá em liberdade por crime contra honra e ameaça. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, entrou em contato para se solidarizar ao ministro, após o ataque. O Supremo afirmou que não comentará o caso.

 

Fonte: Estado de Minas

 

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