Minas Gerais pode enfrentar um novo período de chuva excessiva na segunda semana de março. De acordo com meteorologistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), o cenário começa a mudar a partir de domingo (8), com a chegada de uma frente fria e o aumento gradual da instabilidade no estado. A preocupação é maior em regiões que já registram solo úmido e ocorrências recentes relacionadas às chuvas.
As áreas que tendem a apresentar maior sensibilidade diante do novo padrão climático incluem a Zona da Mata, a metade sul do estado e o eixo Centro/Leste. Nessas regiões, a previsão indica maior frequência de chuva, com momentos de intensidade mais elevada.
Na Zona da Mata, cidades como Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Cataguases e Muriaé estão entre as que devem permanecer em atenção. No Centro do estado e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo a capital mineira, o alerta se concentra principalmente em áreas de encosta e corredores de drenagem, onde pancadas intensas podem provocar alagamentos e enxurradas em curto período.
No Sul e Centro-Sul de Minas, especialmente em municípios próximos à Serra da Mantiqueira e áreas serranas, a combinação entre relevo acidentado e chuva persistente pode elevar o risco de escorregamentos pontuais. Já no interior, o cenário pode alternar calor e pancadas fortes. No Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba, a tendência é de temperaturas mais altas antes da mudança no tempo, com chuva convectiva isolada e mal distribuída.
A previsão indica uma transição gradual ao longo dos próximos dias. Até sábado (7), o sol deve aparecer com mais frequência e as temperaturas tendem a subir em várias regiões, enquanto a chuva ocorre em pancadas isoladas entre a tarde e a noite. A partir de domingo (8), a umidade e a nebulosidade começam a aumentar. Na segunda semana de março, o ambiente se torna mais favorável à ocorrência de vários dias consecutivos de chuva, com períodos de intensidade moderada a forte e possibilidade de acumulados elevados em áreas mais vulneráveis.
Em relação ao nível de risco por macrorregião, a Zona da Mata apresenta previsão de risco alto, com possibilidade de acumulados ao longo de vários dias, elevação rápida de rios e córregos e maior atenção às encostas. No Centro do estado e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o risco é considerado moderado a alto, com possibilidade de pancadas fortes, alagamentos e enxurradas. No Sul e Centro-Sul, o risco é moderado, principalmente devido à combinação entre chuva persistente e relevo. Já no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o risco varia entre baixo e moderado, marcado por calor antes da mudança no tempo e ocorrência de chuvas isoladas.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), fevereiro registrou volumes de chuva acima da média em diversas cidades mineiras, o que aumenta a sensibilidade do solo em partes do estado. Avisos meteorológicos oficiais podem ser acompanhados pelo sistema de alertas do Inmet, enquanto a previsão detalhada por município pode ser consultada no CPTEC/INPE.
Diante da possibilidade de chuva intensa, órgãos de defesa recomendam alguns cuidados. Em casos de alagamento, a orientação é não atravessar ruas inundadas e evitar áreas com enxurradas. Em regiões de encosta, sinais como rachaduras no solo, estalos ou água barrenta devem ser observados com atenção; nesses casos, a recomendação é deixar o local e acionar a Defesa Civil. Durante tempestades com raios, deve-se evitar áreas abertas e não se abrigar sob árvores.
Com a mudança no padrão climático prevista para os próximos dias, Minas Gerais pode voltar a registrar episódios de chuva intensa na segunda semana de março. O monitoramento das previsões e dos alertas oficiais será fundamental, especialmente em regiões com histórico recente de solo encharcado e maior risco de alagamentos ou deslizamentos. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
Com informações do O Tempo







