As chuvas regulares, aliadas à boa umidade do solo e às temperaturas elevadas, favoreceram o desenvolvimento das pastagens em grande parte do Rio Grande do Sul, melhorando a oferta de alimento e as condições dos rebanhos. O cenário é apontado pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.
Segundo o levantamento, as pastagens responderam positivamente às adubações de cobertura, com forte rebrota e aumento da massa verde, tanto em campos nativos quanto em áreas cultivadas. Na região de Bagé, milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão apresentaram bom crescimento, com áreas já disponíveis para pastejo e outras em preparação para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e Aceguá, trevo e cornichão mostram oferta satisfatória para pastejo, fenação e produção de sementes.
Nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, forrageiras anuais e perenes de verão registraram alta produção de massa verde, boa qualidade e rápida rebrota. Em Soledade, além do crescimento das pastagens, destaca-se o desenvolvimento de leguminosas nativas, como o pega-pega, de bom valor proteico.
Na bovinocultura de corte, os rebanhos apresentam bom escore corporal e ganho de peso, favorecidos pela qualidade das pastagens e pela redução da pressão de pastejo em função da comercialização de animais. Houve aumento de ectoparasitas, exigindo controle sanitário constante. O manejo reprodutivo está em andamento, com uso de monta natural, inseminação artificial e repasse com touros. Em Erechim, a retomada do pastejo reduziu o uso de volumosos e rações, enquanto em Soledade o período reprodutivo e o final da parição seguem em curso.
Na bovinocultura de leite, o calor e a umidade exigiram ajustes no manejo, com atenção à higiene, à sanidade e à redução do estresse térmico. Estratégias como alteração dos horários de pastejo, ventilação, aspersão e suplementação alimentar foram adotadas. Em Caxias do Sul, produtores ajustaram horários de ordenha e pastejo; em Pelotas, o estresse térmico reduziu consumo e produção, exigindo reforço no manejo de sombra, água e alimentação.
Na ovinocultura, o estado sanitário e o escore corporal são considerados adequados, sustentados pela boa oferta de pastagens. No entanto, calor e umidade favoreceram problemas sanitários, como verminoses, doenças de casco e ectoparasitos. Em Santa Rosa, cordeiros ganharam peso rapidamente, apesar de relatos de doenças de casco em áreas encharcadas. Em Soledade, produtores realizam seleção de matrizes e preparo de carneiros para a próxima estação reprodutiva, com predomínio da terminação dos cordeiros ao pé das ovelhas até o abate.
O quadro climático favorável tem garantido boas condições de pastagens e desempenho dos rebanhos no Rio Grande do Sul. Apesar dos desafios sanitários associados ao calor e à umidade, o manejo adequado tem permitido ganhos produtivos na bovinocultura de corte e leite e na ovinocultura.
Com informações da Itatiaia-Agro







