Cento e dezenove mil hectares de lavouras foram perdidos em Minas Gerais por conta das fortes chuvas que atingiram o Estado em dezembro e janeiro. A maior parte do prejuízo foi na produção de grãos (74,5 mil hectares) e hortaliças (3,4 mil hectares). A informação foi divulgada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) nesta segunda-feira (24). 

Segundo a Emater-MG, 127 mil produtores sofreram algum tipo de impacto na atividade por causa das chuvas. O levantamento também indicou que 416 municípios relataram perdas no campo durante o período chuvoso, o que corresponde a 48,7% do total do estado.

A cultura do milho foi a que registrou a maior área perdida. Foram 37,5 mil hectares, o equivalente a 4% de toda a área cultivada no estado, estimada em 851,5 mil hectares. Já a cultura do feijão sofreu uma perda de 20,5 mil hectares. A área equivale a 15% do total plantado em Minas Gerais, que foi de 133,2 mil hectares.

As maiores perdas ficaram concentradas no Norte e na região Central, onde em alguns locais a área comprometida foi superior a 60%.

Em relação às hortaliças, a chuva causou prejuízos principalmente na produção da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além das regiões Norte, Central e Leste de Minas. As culturas com a maior área perdida foram a de alface (416 hectares), tomate (365 hectares) e quiabo (236 hectares).

Segundo informações da Ceasaminas, na primeira quinzena de janeiro deste ano, houve no atacado um aumento nos preços das hortaliças de 21,2% e frutas de 4,4%, na comparação com o mesmo período de 2021.

As folhosas tiveram uma alta expressiva de preços, pois a maioria é cultivada em campo aberto e muito suscetível ao período chuvoso. Nesta época, é comum que haja uma redução de oferta dessas hortaliças. Mas o volume de chuva acima do esperado intensificou a dificuldade de produção, além de afetar o transporte em algumas regiões.

A Emater-MG informou ainda que não foram registrados prejuízos significativos nas lavouras de café do estado. Os principais problemas que poderão refletir na colheita desta safra foram provocados por outras questões climáticas, em 2021. 

No caso da produção de leite, o levantamento feito pela Emater-MG em 96 laticínios do estado, logo após os dias de chuvas mais intensas, mostrou que 9% da captação do produto foi prejudicada por causa da situação das estradas. Mas com a redução das chuvas, a distribuição foi praticamente normalizada nas diferentes regiões produtoras, apenas com algumas situações pontuais de dificuldade de circulação de veículos para transporte do leite, mas que não comprometem a captação total do estado.

Fonte: Itatiaia

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