Cientistas ingleses relatam avanço no tratamento de doenças do coração. Um grupo do Imperial College em Londres divulga nesta quinta (13) numa reunião cientifica dois importantes avanços na utilização de células-tronco.
O primeiro marco alcançado foi a obtenção, a partir de células-tronco embrionárias, de células musculares cardíacas maduras, capazes de se contrair de forma rítmica.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do Saúde em Foco, da CBN; veja o site
O desenvolvimento de músculo cardíaco maduro em laboratório diminui a possibilidade da ocorrência de arritmias que surgiam quando células-tronco não diferenciadas ou células cardíacas imaturas eram implantadas no coração de um paciente.
As células cardíacas capazes de baterem como as de um coração normal demandaram sete meses de acompanhamento do grupo de células que estava sendo criado e no final os cientistas confirmaram que o processo de maturação estava completo.
Outro feito científico do grupo de pesquisadores britânicos foi a criação de um molde biocompatível para a colocação das células criadas no laboratório. Esse molde permitirá o desenvolvimento de um implante que poderá substituir pedaços do coração que não estejam funcionando adequadamente.
Esses moldes, além de compatíveis com os tecidos cardíacos para evitar a rejeição, também precisam durar o tempo exato necessário para permitir a incorporação das novas células ao coração e se desfazerem a partir desse momento.
Essas novidades ainda levarão muito tempo antes de serem incorporados à prática médica, mas são avanços efetivos no campo da utilização das células-tronco no tratamento de doenças graves.

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