Esta é a pergunta que fazemos a todo momento, em especial quando nos lembramos das diversas formas de congraçamento que neste mês de dezembro fazem a alegria do comércio e dos prestadores de serviço ligados ao ramo dos “comes e bebes”.

Porém, neste fatídico 2015, nos parece, o brasileiro não tem muito a comemorar. O que se viu nos últimos meses foi a volta da inflação – (ainda que mascarada) – ultrapassando a marca dos dois dígitos.

No âmbito político (em especial no federal) a constatação da existência do maior estelionato político e a certeza, agora, a partir da prisão de alguns que, lá no Congresso, eleitos por nós mesmos, somam mais de 500 picaretas que chefiados por quem deveria dirigir os destinos da nação, são parte de uma imensa quadrilha disfarçada sob a sigla de partidos (notem bem que não é a de um só), e que, se investigados pra valer e a fundo, evidenciará que nestes poucos mais de 500 anos de vida, nosso país foi sim, celeiro de um bando de facínoras que por suas ações nefastas, se locupletaram ao longo da nossa história. Como res resultado temos o que hoje aí está evidenciado e que pode se resumir na constatação de que a Petrobras e todo o resto da máquina pública, privatizada ou não, nunca foi como não é, algo nosso, mas sim, deles, dos pilantras que as administram sob as bênçãos de governantes comprovadamente corruptos!

E aqui, no município, comemoramos o quê? Promessas descumpridas? Atrasos no pagamento das obrigações assumidas no tempo das vacas gordas quando se propagava que pela primeira vez, teríamos no governo alguém em sintonia política com o estadual e federal ou o grande volume de vendas das lojas de um e noventa e nove, que embrulham os mimos que serão distribuídos na modalidade de “amigo oculto”?

Concordem ou não, nós acreditamos não ser esta a hora para comemorações! Melhor seria que nas tais confraternizações já programadas e que apesar de tudo, por tradição virão a ocorrer, aproveitássemos este momento ímpar, – (ao menos em tese, de reflexão, perdão e união) – para refletirmos sobre o sentido amplo do Natal.  Quem sabe, teremos a chance de costurar algo do tipo “união de esforços” para que em 2016 possamos eleger prioridades que nos permitam dar um rumo diferente a este país ou pelo menos a este município.  Sem isto, é provável que no final do próximo ano, poucos de nós teremos sobrevivido ao saco de maldades, que nos parece, em dose maior que neste 2015, o ano novo nos reserva.

 

 

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