Richard Moore teve oito dias para tomar a decisão que, provavelmente, foi a mais difícil e absurda de sua vida: como iria morrer. O homem, de 57 anos, é um prisioneiro na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e, como um condenado à pena de morte, foi forçado a decidir se “preferia” ser executado na cadeira elétrica ou por um pelotão de fuzilamento.

A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (15). Segundo a rede estadunidense CBS News, Moore escolheu ser fuzilado.

Em uma declaração por escrito, o homem afirmou que não acredita que nenhum dos métodos disponíveis seja constitucional, mas que só escolheu o pelotão de fuzilamento por ter sido obrigado a fazer uma escolha e por se opor fortemente à morte por eletrocussão.

Moore é o primeiro preso estadual a enfrentar a escolha de métodos de execução desde que a lei entrou em vigor, em 2021. A decisão forçada acontece depois de o homem passar mais de duas décadas no corredor da morte. Ele foi condenado por  matar um funcionário de uma loja de conveniência em 1999.

Segundo a CBS, os advogados de Moore apelaram à Suprema Corte do Estado, pedindo para que a morte do prisioneiro fosse adiada enquanto outro tribunal determina os métodos não são punições cruéis e incomuns. Eles argumentam que os funcionários das prisões não têm se esforçado o suficiente para obter as drogas de injeção letal e que, ao invés disso, estão forçando os prisioneiros a escolher entre dois métodos bárbaros.

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