O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou ter recebido o passaporte atribuído à modelo Eliza Samudio, localizado recentemente em Portugal. O órgão informou que aguarda orientações do Itamaraty sobre como proceder em relação ao documento. O caso reacende a memória de um dos crimes mais emblemáticos do país, ocorrido há 15 anos, com o desaparecimento da jovem.
Em nota, o consulado destacou que o tema está sob sua responsabilidade, mas qualquer encaminhamento dependerá de instruções do Ministério das Relações Exteriores. A instituição ressaltou ainda que, por questões legais, não pode divulgar detalhes adicionais. “Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”, informou.
O passaporte foi encontrado por um homem em uma residência coletiva em Portugal e teve sua existência divulgada inicialmente pelo Léo Dias TV. O documento teria sido emitido em 2006, com validade até 2011, período anterior ao desaparecimento de Eliza, em 2010. Há apenas um registro de entrada em Portugal em 2007, sem qualquer carimbo de saída do país europeu.
Em entrevista ao jornal O TEMPO, o irmão caçula de Eliza confirmou que o documento pertence à modelo e disse ter ficado abalado psicologicamente com a descoberta. Ele defendeu que o caso seja apurado para esclarecer se o passaporte foi perdido, roubado ou utilizado por terceiros, e afirmou: “Seria bom se ela estivesse viva”.
O desaparecimento de Eliza Samudio está ligado ao processo criminal que envolveu o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo, cujo corpo nunca foi encontrado. A análise do passaporte, agora sob responsabilidade do consulado brasileiro em Lisboa, deve seguir os trâmites definidos pelo Itamaraty.
Com informações do O Tempo







