Euforia e poder. A sensação é rápida, intensa, viva. Eis os cinco minutos de ação do crack no cérebro, a droga que tem efeito mais rápido e ainda mais destruidor, que, apesar de levar o usuário a um prazer momentâneo, causa depressão, ansiedade e agressividade, deixando resultados devastadores pelo corpo.
Assim como a cocaína, o crack tem origem na pasta de coca que desta vez não precisa ser refinada, daí o preço mais barato. Como não é aspirado ou injetado, o vapor que entra no organismo vai direto para os pulmões, depois para a corrente sangüínea e finalmente chega ao cérebro.
A primeira reação é a liberação de dopamina, um neurotransmissor que dá sensação de prazer. Naturalmente, a substância é liberada pelo organismo com o sexo ou pela comida. O cérebro reage à tanta euforia e tenta controlar a liberação de dopamina. Com o uso prolongado, fica cada vez mais difícil do organismo liberar o neurotransmissor sem a droga.
O crack compromete o funcionamento dos neurônios, acelera o coração e aumenta a pressão arterial. O viciado corre o risco de ter um infarto ou uma parada cardíaca. O tratamento requer acompanhamento psicoterapêutico e remédios, principalmente tranquilizantes

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