No último domingo do mês de janeiro, é comemorado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase. Pessoas com manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou acastanhadas, que não coçam e não doem, devem ter atenção. Caso haja qualquer alteração de sensibilidade, como dormência, é importante ir ao médico, porque pode ser hanseníase, como alerta o Ministério da Saúde.
?Geralmente, o paciente leva entre três e cinco anos para ter o diagnóstico de hanseníase porque, como a mancha não incomoda, ele sequer pensa na possibilidade de ser hanseníase, e deixa o tempo passar? , explica Maria Aparecida de Faria Grossi, coordenadora do Programa Nacional de Combate da Hanseníase.
Segundo o ministério, 7% dos 39.047 pacientes que tiveram diagnóstico de hanseníase em 2008 já tinham lesões, como deformações nos mebros. ?A doença afeta a pele e os nervos periféricos. E a inflamação desses nervos provoca deformações e incapacidade. A pessoa pode perder a sensibilidade da planta do pé ou a palma da mão. Ou ficar com uma deformidade no nariz. O diagnóstico precoce evita tudo isso? , diz Maria Aparecida.
Em cinco anos, o Brasil reduziu em 30% os novos casos de hanseníase. O total de ocorrências por 100 mil habitantes na população geral passou de 29,37 para 20,56 entre 2003 e 2008. A hanseníase tem cura e o tratamento, que leva de 6 a 12 meses, é gratuito nos postos de saúde.








